<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101</id><updated>2012-02-16T01:13:59.236-08:00</updated><title type='text'>Arte, o acaso</title><subtitle type='html'>[Diários Literários...]</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-339303539744427385</id><published>2011-12-18T19:59:00.000-08:00</published><updated>2011-12-18T20:09:24.372-08:00</updated><title type='text'>Yin Yang</title><content type='html'>Era um dia de clima peculiar em dois pontos estratégicos. Na cidade que costumava chover, fazia muito sol e um calor insuportável como de costume no verão, esse mesmo clima se fez presente numa outra cidade, de um outro estado, dando espaço ao vento que nela é de costume. O ócio era constante, o tempo fazia com que os corpos parecessem cansados, as cores tediosas, os espaços corriqueiros, os mesmos problemas, as mesmas pessoas; a mesmice misturou com a saudade e o gosto amargo virou uma constante por todo o dia. &lt;br /&gt;Nos detalhes, mesmo aos que não coincidem existia sincronia. Como a dança mesclado aos desastrosos momentos da dramaturgia. &lt;br /&gt; Quando o sol se pôs por completo, o calor permaneceu, porém uma brisa se fez presente na cidade dos ventos; o céu escureceu e pareceu mais baixo, na chuvosa cidadezinha. E haviam duas pessoas, preenchendo o vazio da distância entre um lugar e o outro.&lt;br /&gt;As mãos cobriam seu rosto, a posição era fetal, os soluços oscilavam sua frequência. No outro estado, passos sem pressa caminhavam pela calçada, na mão, um cigarro que ia da boca para fora dela como um compasso, seguindo uma sequência angustiante.&lt;br /&gt;O peso das palavras invadia dois peitos, a angústia dilacerava os corpos; uma saudade embebida em felicidade e amor se transforma em partes menores de tormento, inquietude e sofrimento, resquícios inferiores aos sentimentos mais nobres, mas que pela primeira vez, causavam uma dor física traduzida em enfermidade. &lt;br /&gt;Ela se levantou da posição fetal, tirou suas mãos pálidas de um rosto amarrotado e desajeitadamente sentada na cama, tentou se recompor. Na boêmia ele buscou companhia, cruzou as pernas, acenou ao garçom pedindo uma cerveja, sua mão camuflada sobre a blusa preta, tateava por mais um cigarro.&lt;br /&gt;Passavam por eles os caminhos que percorreram ao longo de vidas tão distintas e a dúvida do momento em que puderam se cruzar, as incertezas permaneciam e ganhavam complexidade a cada novo pensamento, a cada nova lembrança esses dois seres percebiam que tornaram-se, com o tempo, movidos a uma única vontade.&lt;br /&gt;A fumaça de um cigarro como névoa fazia os conflitos serem ilustrados em frente seus olhos grandes e inquietos de quem vêm ao mundo buscando o novo, de quem tem sede de conhecimento, como um alienígena que olha tudo pela primeira vez, mas sem a pretensão de um ser humano. Esses olhos de alienígena só não se fazem presentes numa única ocasião em todo o Universo, apesar de ao longo de seus trinta anos, ter conseguido teorizar diversas das coisas presentes e parecer certo da maioria delas, sua única certeza e domínio total de conhecimento é sobre essa complexa menina, mulher, amante; seus olhos quando pousam sobre ela transformam um olhar inquieto na paz, em sua plenitude. &lt;br /&gt;E as lágrimas voltavam a percorrer um rosto frágil demonstrando assim suas inseguranças cotidianas de quem tem muitos anseios e as vezes se perde neles, de quem sempre buscou conhecer de tudo um pouco e se viu perdida por não saber em qual dos lados devia seguir, se bloqueou para muitas coisas como qualquer ser humano, que é errante. Mas que hoje, em especial nesse dia, sabe que seu maior erro, será permitir que sua única certeza percorra um caminho diferente do seu.&lt;br /&gt;Nem todas as certezas teriam seu propósito, se dois corpos, como os deles dois, estiverem verdadeiramente distantes.&lt;br /&gt; E essa distância necessária ou não só trás uma crescente de sentimentos que os remetem a estranha e intensa vontade de estarem sempre juntos, mesmo que suas cidades não permitam por completo, relevando o aspecto físico desses dois seres, toda essa história tem o objetivo de provar a eles mesmos que se amam e que não há fator no mundo que mude a ordem dessa última afirmação.&lt;br /&gt;Nem mesmo suas idades, seus tempos, suas diferenças, suass distância, suas personalidades, nem mesmo os problemas e qualquer discussão que se faça presente em algum momento, só servirá para que essas duas almas reflitam sobre seus valores e percebam novamente o que já percebem todos os dias: que se amam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-339303539744427385?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/339303539744427385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=339303539744427385&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/339303539744427385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/339303539744427385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2011/12/yin-yang.html' title='Yin Yang'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-8468325109200341853</id><published>2011-07-11T15:37:00.001-07:00</published><updated>2011-07-11T15:39:32.227-07:00</updated><title type='text'>Pielonefrite</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;Esse desabafo foi escrito no dia 10 de julho de 2011 – Domingo. No quarto 204 do Hospital Geral da Unimed. Ele não tem nenhuma finalidade literária, ele não é bonito, ele não é interessante, é um texto cru, seco e sem cores, como as vezes são os dias de nossa vida real.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;Infecção Urinária – Pielonefrite:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="color:black"&gt;&lt;em&gt;A infecção dos rins. A principal via é a ascendente, quando bactérias da bexiga alcançam os ureteres e conseguem subir até os rins. Isto ocorre normalmente nas cistites não tratadas ou nos casos de colonização assintomática da bexiga por bactérias. Nem todas as pessoas relatam sintomas de cistite antes do surgimento da pielonefrite.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="color:black"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A pielonefrite é um caso potencialmente grave&lt;/strong&gt;, já que estamos falando da infecção de um órgão vital. É um quadro que pode ter gravidade semelhante a uma pneumonia. Se não tratado a tempo e corretamente, pode levar a sepse e morte.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="color:black"&gt;&lt;em&gt;A sepse ou sepsis é uma síndrome que acomete os pacientes com infecções severas. É caracterizada por um estado de inflamação que ocorre em todo o organismo, secundária a invasão da corrente sanguínea por agentes infecciosos (geralmente bactérias).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:black"&gt;Fonte: MD. Saúde - &lt;a href="http://mdsaude.com"&gt;Blog Médico para Pacientes&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;     &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;Nesse conto não serei nenhum personagem, eu – lírico e/ou heterônimo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;Hoje é um dia triste em minha vida. Penso em tantas coisas que passei nesse hospital e que perdi por conta dele, penso em coisas que ainda perderei, penso em como minha saúde está diretamente vinculada às fases da minha vida, as mudanças delas, as transformações e como me faz sempre enxergar a vida por outro viés.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;Esse &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; só tem finalidade de desabafo prosseguido de uma estranha vontade de marcar esse momento da minha vida, através do texto. Ele não segue uma cronologia, ele não segue nada, ele só é guiado pelo que penso e no momento em que penso, sinto e transformo isso em palavras que se agrupam e assim formam-se orações às vezes pouco compreendidas, não estou preocupada com a estética do texto e com nada dele, só me preocupa sua essência e meus motivos são meramente narcisistas e egoístas em relação ao seu fim.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;Não tenho vontade de comer; de olhar o belo dia, que insiste entrar pela janela do meu quarto do hospital; nem de levantar. Hoje é um dia que gostaria de passar dormindo, para acabar o quanto antes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;Receberia alta hoje pela manhã, o médico esteve aqui e não gostou do resultado do hemograma (taxa muito alta de leucócitos). Meu braço dói onde a agulha que me ligava ao soro ficou desde quinta-feira (07/07) até hoje pela manhã um pouco depois do médico vir aqui. Minha anatomia não é muito colaboradora das agulhas, me picaram três vezes com agulhas de calibres 20/22 até que por fim, com quatro enfermeiras em minha volta, na quarta tentativa funcionou. Essa minha última experiência no hospital, não me foi muito agradável com as agulhas e com dor, a cólica Renal na quinta estava terrível, eu lacrimejava e não conseguia me mover, devido a febre de quase 39ºC meu corpo estava mais sensível (refiro a sensível em sensibilidade, as dores se tornam mais intensa, o frio era tamanho – tremor), o que fez com que uma veia furasse na tentativa de inserir um cateter.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;As coisas não são como a gente quer, alguns diriam que são como "tem de ser", "o destino quis assim". Na realidade o ceticismo é algo que me acompanha, apesar de paradoxalmente me permitir pensar em inúmeras razões mais "espirituais".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;A dimensão que o hospital ganhou em minha vida, é tão absurda, que tenho a impressão que se a vida parar de me trazer até ele, eu passarei a arranjar motivos só para circular por esses corredores, sentir esse cheiro, esse ar de limpeza, de reflexão, uma coexistência de luta e fraqueza. (Uma utopia, talvez insanidade de minha parte pensar dessa forma).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;Esse hospital acompanha minha trajetória há anos, e não me lembro de não ter passado por ele nas fases mais marcantes da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;As pessoas quando me perguntam se eu me arrependi de algo que fiz, eu sempre digo a elas que nunca me arrependi de nada que fiz, que todas as escolhas que tomei tinham um porquê de serem tomadas e que com certeza me proporcionaram momentos muito felizes, afinal tive a opção de não escolhe-las e não o fiz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;Perguntam-me ainda, se eu pudesse escolher entre não ter tido aquele quadro de saúde delicada em 2009 que sucedeu numa depressão e ter levado uma "vida normal", não exito em dizer que não mudaria nada do que passei: nenhuma noite mal ou não dormida, nenhuma náusea ou crise de enxaqueca, vômitos intermináveis, dores abdominais por função dos vômitos, dor, sofrimento, tristeza, pânico, crises de choros incontroláveis, insegurança, medo, dúvida, desespero, frustração, raiva, ódio, compreensão, conformismo, cansaço...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;Foram meses de muita fraqueza física, mas anexo a ela de muita luta! Uma única vez tive vontade de tentar suicídio, foi a pior crise sem dúvida e não lembro de ter tido nenhuma depois daquela. Creio ter chegado ao fim, ao limite do meu estado físico e mental de desespero e retomei ao caminho da lucidez, da paz, da imunidade e por fim saúde física e mental.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;O tempo é o maior aliado dos arrependimentos e do rancor.  Não que o tempo o cure, mas nos dá margem para que possamos com sensatez perceber de que de nada adianta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;É impossível não passar um filme rápido de toda essa minha história com esse hospital, toda vez que aqui entro, às vezes ainda, encontro vários rostos iguais, de enfermeiros que na época sabiam meu nome e acompanhavam meu quadro, por repetidas vezes eu ter estado aqui.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt;Nenhum lugar me conhece de forma tão visceral como esse. Nenhum lugar já me viu nos estados mais deploráveis. No ápice de minha enfermidade. É tamanha minha vontade de sair daqui, que mais uma vez o Hospital é um paradoxo em minha vida, um sentimento de amor e ódio. Amor porque já faz parte da minha vida de uma forma que não escolhi, mas faz e de ódio por todas as frustrações e diversos outros sentimentos que ele me causa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-8468325109200341853?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/8468325109200341853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=8468325109200341853&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8468325109200341853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8468325109200341853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2011/07/pielonefrite_6790.html' title='Pielonefrite'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-6832786370741319952</id><published>2011-04-23T08:21:00.000-07:00</published><updated>2011-04-23T08:36:21.718-07:00</updated><title type='text'>[intro] Horas de Estrelas</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;em&gt;Dizem por aí, que tudo tem seu tempo.&lt;br /&gt;Quarta-feira (20/04/11) a noite, na biblioteca lemos trechos da “A Hora da Estrela” de Clarice.&lt;br /&gt;Sexta (22/04/11) perguntaram-me sobre o fato de não escrever mais no meu blog.&lt;br /&gt;Sábado, hoje (23/04/11) abro a pasta “Lolo Textos” e dentro dela tem a pasta “Blog” que dentro ainda possui uma pasta que recebe o nome de “Construções” e ao abri-la encontro contos sem término todos de 2009, um deles com o título de “Horas de Estrelas” e ao lê-lo novamente, refleti sobre o fato de escrever em primeira pessoa e ser uma mulher, o que é raro, não costumo escrever como mulher. E mais, pude encontrar nele muitas passagens que me lembrassem Gabriel García Marquez, lembrei-me ainda, que em 2009 li “Cem anos de solidão” e resolvi não alterar nada e publicar o conto em construção como foi feito até o dia 12/12/2009 e mergulhar nos detalhes dele que faz hoje muito mais sentido do que fariam quando escrito e perceber assim, que dentro de nossas evoluções interiores existem também, ciclos. E é desse ciclo de maturidade, experiência, sonhos e quem sabe a falta de tudo isso que percebo o reflexo de quem sou, mesmo quando ofuscada pelo [quem eram] os outros, os amigos, os amantes...&lt;br /&gt;Ainda assim, existe a essência.&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Horas de Estrelas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nostalgia do caos surgem perguntas ainda sem respostas e respostas para perguntas que já não me lembro quais eram. O tempo torna proporções irremediáveis e ele acaba nos controlando, nos domando como leões de circo. Domesticados por ironia, feras por na natureza. Sociedade nos molda da forma que torna-se convencional e estamos presos aos lugares de nossa história, à cultura que transpassa gerações e quando nos damos conta do que fizemos e do que ainda pretendemos fazer, temos um ápice de lucidez que nos leva a refletir sobre nossa insignificância e quão mesquinhos nossos valores tornam-se diante tantos outros fatores que moveram e ainda movem o Universo.&lt;br /&gt;Lembrei de Dorival, um colega da escola, ele promovia piqueniques e em intervalos de comida e passeios no parque, trocávamos alguns diálogos boêmios que minha inocência não me fazia perceber isso e só hoje, rodeado dos maços de cigarro, das bebidas, livros empoeirados e uma bagagem de vida, percebo que Dorival era um malandro, com um sorriso cativante e uma alegria contagiante fazia as moças suspirarem e os homem gargalharem, as senhoras admirarem como bom rapaz e os pais acharem um exemplo para essa juventude que surgia.&lt;br /&gt;Troquei afetos e centenas de cartas com Dorival, num tempo mais romântico e cheio de curiosidades nunca reveladas. Eu era moderna para nossa época, mas medrosa e cheia de complexos moralistas, que não passavam de besteiras e preocupação com pessoas alheias. Por razão dessas besteiras que não me mudei de uma vez pra casa de Dorival quando ele ficou bem empregado. Hoje não me arrependo, mas chorei por muitos anos de minha vida, a mágoa de decisões passadas.&lt;br /&gt;Depois de Dorival, foi o Senhor Otávio que me encantou, era amigo de meus tios e sempre presente em confraternizações familiares, um homem casado de uma mulher que de fertilidade só conseguia lhe dar pés de goiaba num pomar apodrecido pelo tempo, pela umidade e pela falta de amor que havia numa casa imensa, herança dos falecidos pais da esposa. Otávio era um homem de boa índole, caráter indiscutível e que não saía muito, vivia a mercê dos caprichos de sua patroa e foi com ele que aprendi valores mais convencionais, ele parecia ter muito mais idade do que os anos que havia vivido, recebeu uma educação muito rígida e morreu um mês antes de seu aniversário de casamento, acidente, até hoje ninguém toca no assunto, mas dizem as más línguas que não era tão ajuizado quanto parecia e a criminalidade o levou para o túmulo.&lt;br /&gt;Tornei-me amiga da viúva, Dona Catarina, moça distinta que lamentou toda a vida pelos filhos que não teve, chorou uma vez, confessando-me que casou a contra gosto com Seu Otávio e tinha certeza que ele era estéril, mas isso tiraria a honra de um homem e por isso ocultava seu ódio pelo esposo. Quis chorar junto com ela, ao pensar que amei Otávio e nunca ousei demonstrar meu sentimento mais puro e sincero por ele em respeito à Catarina.&lt;br /&gt;Com isso tornei-me uma mulher "velha", que homem nenhum casaria por já estar desgastada e cheia de manias... Mas não me importei com os outros e com o que pensavam.&lt;br /&gt;Vivi paixões, bebi e fumei em noites longas de verões, outono, inverno e na primavera dos licores de fruta e flores fiz meu companheiro na sesta.&lt;br /&gt;Minha modernidade aguçava e aflorava conforme os anos passavam e menos me lembrava dos costumes antiquados da sociedade, fui dona da minha vida e escrevi textos e livros que os brasileiros horrorizados criticaram e cuspiram como a vergonha da literatura brasileira, a decadência de uma arte construída em palanques de madeira carunchada, de interesses econômicos sujos e eu levantei minha cabeça e segui em frente, não renunciei sequer uma palavra que escrevi, e faria tudo outra vez se me houvesse tempo, coisa que já não me resta mais.&lt;br /&gt;Relatar uma vida em uma pequena folha de papel é tolice demais para uma senhorita idosa como eu.&lt;br /&gt;Vivi guerras civis, um ditadura militar, três exílios, uma guerra mundial e diversas manifestações passivas ou não.&lt;br /&gt;Não tive filhos e tão pouco netos para contar minhas histórias de avó e fiz dos meus dias tão agitados e incertos que nem seria uma boa mãe. Queria ser jovem e viver tudo outra vez, conhecer novas tecnologias, sonhar os sonhos dos jovens e sofrer mais uma vez, para carregar minhas insignificâncias cheias de erros e jogá-las num caixão com meus ossos.&lt;br /&gt;A vida acaba como começa, os sonhos se realizam como foram concebidos, os dias tornam-se noites conforme o tempo nos impõem ... E se ele é nosso Domador de Leões, cabe a essa Leoa se despedir, de quem é que tenha restado para ouvi-la e para enterrá-la.&lt;br /&gt;Morro bebendo e fumando, morro com meu organismo podre de vícios e saudoso de virtudes. Chorar não irei, já fiz demais por toda minha vida e agora cabe a mim a serenidade e um pouco de sensatez, que talvez não tenha dosado-a como realmente deveria ter feito.&lt;br /&gt;Um adeus simples e vago...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                        12 de dezembro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-6832786370741319952?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/6832786370741319952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=6832786370741319952&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/6832786370741319952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/6832786370741319952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2011/04/intro-horas-de-estrelas.html' title='[intro] Horas de Estrelas'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-3161527626513743448</id><published>2010-09-05T19:21:00.000-07:00</published><updated>2010-09-05T19:40:41.465-07:00</updated><title type='text'>A imagem</title><content type='html'>E essa foto é o reflexo dessa essência, desse sentido.&lt;br /&gt;No olhar de cumplicidade, de amizade, de quem se ama...&lt;br /&gt;Num sorriso que nem eu conhecia em mim.&lt;br /&gt;No seu sorriso que tão bem conheço - talvez poucos o tenham visto.&lt;br /&gt;Riso inocente.&lt;br /&gt;Riso de quem não precisa se preocupar com os julgamentos e com a exposição de seus sentimentos.&lt;br /&gt;Porque inevitavelmente eles se expõem.&lt;br /&gt;Inevitavelmente nos tornamos o que somos.&lt;br /&gt;Expondo um ao outro o que pouco se entendia, mas muito se sentia.&lt;br /&gt;Do pouco de razão e do muito da emoção.&lt;br /&gt;Dilacerando certas morais e conceitos que o contexto nos inseriu.&lt;br /&gt;Das relações que a vida nos criou, dos amigos que nos deu e amantes...&lt;br /&gt;Uma foto que na banalidade dos problemas das pessoas&lt;br /&gt;Nas dificuldades&lt;br /&gt;Na falta de tempo&lt;br /&gt;Se passa despercebida.&lt;br /&gt;Como esse olhar, deveríamos ter tantos outros na nossa história.&lt;br /&gt;Tantos que nem nós podemos ter tido conta.&lt;br /&gt;Em tempos onde nada disso poderia ser imaginado.&lt;br /&gt;Mas não só da imaginação os sonhos se tornam realidade.&lt;br /&gt;A realidade é travessa e pode imperar em nossos sonhos.&lt;br /&gt;Como uma ironia, uma brincadeira do destino.&lt;br /&gt;Fluir, deslizar, voar e se permitir!&lt;br /&gt;Deixar os dias serem mais que sucessão de acontecimentos.&lt;br /&gt;Que os sorrisos sejam surgidos do nosso íntimo.&lt;br /&gt;Que olhar revele muito, de forma simples e clara.&lt;br /&gt;De forma leve e incalculável.&lt;br /&gt;Que exista.&lt;br /&gt;Fique aí existindo para os meus sorrisos, olhares, desejos e vontades.&lt;br /&gt;Exista para minha felicidade, para o apoio na dificuldade.&lt;br /&gt;Solene, intenso, complexo, denso, meticuloso, leve...&lt;br /&gt;A imagem de nossos eu’s – existindo – revela o que não se vê, o que se sente e existe de forma real e ilusória.&lt;br /&gt;Amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses poucos meses, onde muito parece pouco e pouco parece muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde o tempo voou e estacionou pairando pelas vistas que de belas, pudemos curtir como andorinhas num verão, pombinhos de uma paixão e joões de barro para uma eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todo meu olhar, sorriso e sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lorena Dantas Abrami.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://lorenacapital.multiply.com/photos/album/66/A_imagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lorenacapital.multiply.com/photos/album/66/A_imagem"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-3161527626513743448?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/3161527626513743448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=3161527626513743448&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3161527626513743448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3161527626513743448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2010/09/imagem.html' title='A imagem'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-3003782007557538017</id><published>2010-06-30T14:56:00.001-07:00</published><updated>2010-06-30T15:31:49.709-07:00</updated><title type='text'>Porque Eu não sou seu Deus</title><content type='html'>Pensei que as pessoas em meio a tantas falhas podiam, também ser legais e ter atitudes nobres, apesar de muitas vezes agirem de forma que desaprovaria. Sei que sou um pouco exigente com as pessoas ao meu redor, principalmente se há sentimentos como admiração que envolva tal relação.&lt;br /&gt;Admirar as pessoas é algo que se torna cada vez mais meticuloso e raro, há banalizações de certos valores, a hipocrisia, por exemplo, que posso considerar um defeito catastrófico, não que não cometamos sempre, o tempo todo; porém, quando se torna algo impiedosamente hipócrita é tão decepcionante que as reações de quem percebe tamanha incoerência de atos e ideologias, chega ao ponto de chocar, desnorteando o ser que até então apreciava o hipócrita acometido, os sentimentos de desilusão são maiores que traições e qualquer mal que possam causar de forma direta não deixariam tão confuso e misturando sentimentos ao ponto de não compreendê-los.&lt;br /&gt;Parece que não estou sendo claro e muito menos objetivo no meu diálogo. Vago por pensamentos de minhas concepções e confesso que não os tive assim, numa nuance foram dias analisando e a cada nova reação que eu tinha em resposta ao que via exteriormente, de forma visível e fútil, nos trejeitos, nas frases infelizes de um ser que há pouco tempo eu considerava um companheiro, um amigo, a quem poderia depositar um certo grau de confiança e intimidade, digo “um certo grau” porque nossa amizade surgiu em alguns meses e não se conhece alguém o suficiente tão depressa, talvez nem em toda uma vida, mas as relações, sejam elas qual forem, surgem com o tempo que se dedica ao outro, que compartilha, com experiências que passamos juntos ou mesmo que vemos a pessoa passar e lidar com elas, fáceis, difíceis, grandiosas ou não e assim percebemos seus valores e crenças, suas prioridades e objetivos, as semelhanças são importantes para unir e as diferenças para crescermos juntos, sem que certas diferenças cheguem ao ponto do egoísmo  sólido, egoísmo esse que constrói muros gigantescos numa falta de empatia, de interesse mútuo e um narcisismo tremendo nasce tornando uma relação unilateral, de uma via imensamente construída para um único lado, construída tanto pelo outro quanto pelo próprio ser que se contempla, que acredita piamente que nada é mais importante que seus sentimentos.&lt;br /&gt;Minhas pernas tremiam, tive medo de desmaiar, tive medo de não conseguir um momento suficiente de lucidez, para que eu pudesse me ajudar, para que eu pudesse me recompor e nesse estado que me encontrava, cruelmente viraram-se as costas de seres, não tão humanos, mas ainda assim, seres que um dia pude, talvez numa insanidade, ter tido a inocência de ver valores priorizados neles, valores esses que eu priorizo e lucidamente percebo que a ilusão que tive, era apenas o meu reflexo.&lt;br /&gt;A concepção de crueldade de determinadas pessoas é exatamente quando se vai contra a concepção delas, contra a vontade do que querem ouvir, de quererem ser acolhidas. A crueldade na concepção do egoísta, daquele que se prioriza a todo instante é justamente o fato de que se você discordar ou pensar em tomar atitudes opostas, você é escória, você merece nem se quer o chão que está pisando, porque Eu não sou seu Deus.&lt;br /&gt;E ali buscando em mim as forças que meu corpo perdia e ainda o medo da solidão momentânea, do abandono... Chorar apavorado.&lt;br /&gt;No choro abandonar qualquer resquício que possa sobrar de sentimentos avessos ou  não  por  seres que provaram que nem só da humanidade se vive, que seres tão pouco ricos de valores, de bondade e cordialidade dividem espaços com pessoas sensíveis e virtuosas e que na coexistência que formam as diferentes concepções, encontramos uma sociedade desequilibrada.&lt;br /&gt;Há diversas dúvidas que ficarão a quem ler esse relato, mas há uma única certeza em mim.&lt;br /&gt;Jamais sentiria raiva, ódio ou mesmo amor e compaixão por seres desumanos, o egoísta consegue apenas a indiferença e talvez eu tenha pena, é talvez eu tenha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-3003782007557538017?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/3003782007557538017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=3003782007557538017&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3003782007557538017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3003782007557538017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2010/06/porque-eu-nao-sou-seu-deus.html' title='Porque Eu não sou seu Deus'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-5349344662453439774</id><published>2010-02-22T17:24:00.001-08:00</published><updated>2010-02-22T17:24:24.868-08:00</updated><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>Ó inferno, como os dias passam de forma lenta e dolorida apesar da chuva, dos dias cheio de ocupações e espero ansiosa as horas de amanhã passarem para que eu possa vê-lo, nem que seja de longe, nem que seja um olhar apenas, um sorriso ou qualquer coisa que seja, porque ainda haverão os outros dias distante, os dias sem ele, os dias de reflexos e de pensamentos doloridos e difíceis, ó semana, ó tempo de angústia, ó tempo de emoções caladas ao afogar em lágrimas, ao derramar sobre pensamentos que não são esquecidos, pelos sorrisos, pelos abraços e olhares de compreensão, do tempo que não vivemos mais, do tempo que será o futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-5349344662453439774?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/5349344662453439774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=5349344662453439774&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/5349344662453439774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/5349344662453439774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2010/02/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-1123221522193092956</id><published>2009-12-15T10:12:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T10:14:02.031-08:00</updated><title type='text'>Ao amor!</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Eu não sei como você não se tornou amiga deles antes, se bem lhe conheço você já teria o feito.&lt;br /&gt;- De fato, você me conhece muito bem, mas talvez os acontecimentos fizeram com que essa amizade fosse adiada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, eles passam uma energia diferente a mim, é como se eu visse o reflexo das nossas vidas neles, não que tenhamos tanta diferença de idade, isso é praticamente imperceptível, mas o modo como as coisas sucederam entre eles, por uma pessoa que viu de fora, como eu, trazia uma nostalgia de um tempo não tão remoto, mas tão maravilhoso quanto o tempo que estavam vivendo no início de seu relacionamento.&lt;br /&gt;Praticamente acompanhei-os como uma observadora, percebia um sentimento de talvez timidez ou medo do namoro por parte dela, como você, meu amor, tinha quando começamos nosso relacionamento. Depois ele usou da mesma estratégica que eu: Um pouco de indiferença para provar que fazia diferença em sua vida.&lt;br /&gt;Torço por eles, torço que sejam felizes como nós dois somos... Torço para que tenham paciência um com o outro e que nas dificuldades consigam superar e tê-las como lição, como as que passamos neste ano tão difícil que foi para mim e consequentemente foi para você.&lt;br /&gt;Que a pureza dos sentimentos seja preservada durante as discussões e brigas que venham a surgir e que resgatem sempre a essência da força que o transformaram em um só, num casal tão adorável que contagia com a demonstração de reciprocidade e sinceridade no afeto.&lt;br /&gt;É bom poder ter tido o prazer de conhecê-los e tirar a prova real de que eu estava certa em olhá-los com tanto carinho quanto olho nossa relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conto breve, que mais parece um relato, mas talvez por que realmente seja, apenas um relato do que sinto e do que estive pensando agora, descendo da rua de casa...&lt;br /&gt;Pensei no casal que conheci, pensei em mim e no meu namorado e todos os momentos adoráveis que nossa amizade e mais tarde nosso namoro proporcionou um ao outro e como fomos fortes para superar juntos minhas doenças,todos os outros problemas que viemos a ter e hoje, somos outras pessoas: mais maduros, mais lúcidos sobre a realidade e sobre os sonhos que coexistem dentro de nós. Pensei na leveza dos dias que tenho passado, de umas férias tão diferentes de qualquer outras que tive, numa primavera  que irradia e que meus sentimentos e modo de ver a minha vida e a relação dos outros me torna mais sensata, mais flexível e assim até consigo viver melhor, tendo mais tempo para apreciar as cores, os pequenos detalhes e quaisquer outras  formas de vida que meus olhos possam ver...&lt;br /&gt;Ao amor! Que é a forma mais bela e mais irracional, irracional pelo fato de quem nem sequer sabemos o por quê amamos, quando nos damos conta de um relacionamento, já vamos nos entrelaçando de uma forma tão natural que nos dá intimidade e já estamos sentindo diversos tipos de feições, seja fraternal, de zelo ou de vontade e desejo,  e o  amor torna-se parte de nós como os defeitos e nossos outros "eus " que pouco os conhecem surgem para quem queremos compartilhar de toda uma vida e até mesmo as imperfeições do outro, tornam-se amadas e já não saibamos viver sem aqueles detalhes que nos irritam, sem as atitudes que nos revoltam, porque tudo isso é o que compõem nosso companheiro e fiel amigo, amante, irmão... E tantos outros laços de união que germinam e brotam mais tarde, alimentados por todo o afeto, compaixão, paixão, preocupação, amor... Puro, simples, verdadeiro e transparente!&lt;br /&gt;Que não seja efêmero e negligente e que seja aperfeiçoado e nos faça sábios diante da vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedico esse conto (relato) simples e objetivo ao&lt;span style="font-style:italic;"&gt; "Casal UTF"&lt;/span&gt;: Telise Roberta e Ewerton André.&lt;br /&gt;E ao meu caro amigo e amante: Diego Moreira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-1123221522193092956?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/1123221522193092956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=1123221522193092956&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/1123221522193092956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/1123221522193092956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/12/ao-amor.html' title='Ao amor!'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-509372515447097665</id><published>2009-12-08T10:50:00.001-08:00</published><updated>2009-12-08T10:50:34.111-08:00</updated><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>Percebi que estava crescendo quando mamãe começou a colocar cuecas e meias do meu pai em minha gaveta. Achava graça e me sentia grande o bastante pra enfrentar o mundo inteiro, me sentia maduro por já ter o tamanho do meu pai e usar roupas íntimas de adulto.&lt;br /&gt;A primeira vez que percebi a dificuldade de crescer, foi quando fiquei doente e ao invés do pediatra me ver, foi um clínico geral.&lt;br /&gt;Conforme os anos passavam, tudo tornava proporções maiores e minhas prioridades de garoto viravam besteiras das quais eu já não tinha mais tempo.&lt;br /&gt;Duro mesmo foi  quando minha profissão deixou de ser "estudante", passei a ter horários mais rígidos e receber um dinheiro todo mês o que parecia muito bom, mas junto com ele vieram as contas, as parcelas, os juros do banco, o cartão de crédito, a segunda conta, o primeiro talão de cheque, o segundo emprego, o terceiro, o cheque especial...&lt;br /&gt;Nisso tudo eu deixei  de ser solteiro e tornei-me casado... com filhos.&lt;br /&gt;Hoje sou um homem e tenho medo de cada passo que dou.&lt;br /&gt;Inseguro sou, dependente deixei de ser e lidar com todas essas responsabilidades e atitudes que a vida nos impõem me fez ter medo de envelhecer...&lt;br /&gt;Não por vaidade, pelas rugas ou pela flacidez , mas por morrer sem ter encontrado minhas razões, sem ter entendido o tempo, a vida e meus próprios objetivos, sem ter certeza se foi isso que desejei pra mim. &lt;br /&gt;Frustro-me ao pensar que não me auto avaliei antes e cheguei até aqui sem entender muitas das minhas atitudes, muitos dos meus sentimentos  e agora a vida me pôs contra parede, tenho uma casa, uma esposa e dois filhos que dependem do meu desempenho, dos meus sentimentos para tudo estar bem e que haja paz e felicidade em nossas vidas.&lt;br /&gt;Mas nunca saberei se fui feliz antes ou se sou feliz agora, queria poder experimentar outras vidas e escolher a que mais me agrada.&lt;br /&gt;Queria ter tempo para ser criança sem que as obrigações me batessem a porta, sem que os anos passassem...&lt;br /&gt;Chorei ontem e choro agora como um bebê recém-nascido que sai do útero sem entender o por quê fizeram isso com ele!&lt;br /&gt;Não há uma razão para essas palavras, para essas frases e não há, porque tudo torna-se racional demais sem tempo para refletir e eu só quero o incerto, a dúvida, as alternativas, a ilusão, os sonhos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-509372515447097665?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/509372515447097665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=509372515447097665&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/509372515447097665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/509372515447097665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/12/sem-titulo.html' title='Sem título'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-4108977659090425032</id><published>2009-08-12T12:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T12:16:02.333-07:00</updated><title type='text'>Sonhos Concretizados</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Comprei sapatos novos e fui ao encontro de meus amigos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Havia comido ovos fritos pela manhã e sonhei com uma grande construção, onde meu falecido pai dizia-me que havia pouco tempo para a obra se concretizar e sermos felizes, ele sorria como nunca em vida o vi fazer, nem tanto brilho em seu olhar pude apreciar. Senti um certo medo e que as responsabilidades surgissem ainda mais. Perdi meu pai aos três anos e minha mãe aos 17, passei um ano de favor na casa da irmã de minha mãe, minha tia gostava muito de mim, mas seu segundo marido se incomodava bastante comigo, o que fez com que eu saísse de lá uma semana depois do aniversário que completei minha maioridade, fui obrigado a largar a faculdade que havia iniciado há alguns meses e trabalhava o dia inteiro pra pagar as contas do quarto/cozinha que passei a viver. Meus pais me deixaram uma casa boa, aluguei para um casal e filha e todo o dinheiro que ganhava com ela depositava numa poupança, tinha esperanças naquilo. O tempo foi passando e eu correndo atrás das oportunidades que não me apareciam, mas que eu tinha ilusão de encontrar, fiz amigos na metalúrgica que trabalhava e é com eles que saí, era meu aniversário de 19 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cheguei há um bar não muito longe da fábrica, onde costumávamos tomar café nos intervalos e dois deles já estavam me esperando, conversamos um pouco, eles me perguntaram da loja que eu trabalhava e eu contei que o salário era menor, mas eu ganhava uma boa comissão porque vendia bem e pelo menos iria poder retomar aos estudos porque me desgastava menos vendendo, meu terceiro amigo chegou, era o último que faltava e veio com um pacote na mão, eles haviam me comprado um livro, os três juntos e eu abri e eles entusiasmados falaram:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- A gente não entende muito de livro, se você não gostar e quiser trocar, você tem 7 dias, a gente comprou porque sabe que você gosta muito de ler!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agradeci e depois daquela tarde de domingo agradável voltei pra casa intrigado com o livro na mão!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era um livro de auto-ajuda, nunca havia lido um em toda a minha vida e sempre achei inútil ler sobre coisas que toda mundo já sabe e vivencia todos os dias! Que raios, que merda de livro, que vou fazer com ele?! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí me lembrei que poderia devolvê-lo em até 7 dias e joguei ele na poltrona da minha casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acordei atrasado na segunda-feira e fui direto trabalhar e ouvi alguém dizer que domingo tinha um churrasco da turma da loja, passei a semana estudando depois do trabalho, iria prestar vestibular daqui alguns meses.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Domingo um colega da loja chegou na minha casa e disse que estava indo ao churrasco e que iria me levar com ele, não estava muito entusiasmado e pedi para ele esperar enquanto eu me arrumava, que eu queria uma carona até o shopping para&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;trocar um livro, mas que não iria ao churrasco, o cara era chato e insistiu muito e eu fui com ele, deixei o livro no carro dele e pensei passar no shopping na volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu bebi algumas cervejas e esqueci do livro, acordei atrasado na segunda e fui correndo trabalhar, meu colega me entregou o livro dizendo que eu havia esquecido no carro dele e eu com raiva de não poder devolvê-lo acabei por demonstrar e meu colega disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Calma cara, você já leu esse livro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não e não tenho tempo para lê-lo ando estudando muito...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Arruma um tempo, não é por um acaso que ele está com você ou você acha que é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fiquei o dia todo pensando nisso “não é por um acaso” e lembrei do sorriso e dos olhos de meu pai no sonho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cheguei em casa e não peguei em cadernos e apostilas, não iria estudar naquele dia, preparei um miojo e resolvi ler o tal livro que ganhei: &lt;i&gt;“Sonhos concretizados”.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O primeiro capítulo chamava: &lt;b&gt;Meu aniversário&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt; - As vezes sonhamos com coisas que parecem não fazer muito sentido mas que nos causam uma insegurança e foi num dia como esse que resolvi comprar um par de sapatos novos...&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não podia estar lendo aquilo, fechei o livro e procurei me acalmar, lembrei de meu pai, dos meus sapatos novos, dos meus amigos no meu aniversário, do... “não é por um acaso”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Deixei o livro lá jogado e continuei com minha rotina, ia do trabalho para a casa e estudava muito, dormia pouco, mas sabia que valia a pena...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois de algumas semanas resolvi lê-lo novamente e todas as coisas se encaixavam com os acontecimentos recentes de minha vida, e assim fui lendo um pouco (uma ou &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;duas frases) há cada quinze dias, com medo, mas não parei. Entrei na faculdade, escolhi o mesmo curso que meu pai, fazia jornalismo, arrumei um estágio como fotógrafo e o autor do livro também, conheci uma garota maravilhosa e ela parecia tanto com a minha mãe, passamos a morar juntos, o autor do livro também foi morar com a namorada e &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;eu passei a ser um fotografo muito consagrado e de muito prestígio, minha esposa estava grávida e tive de fazer uma viajem a África do Sul, deixei o livro na minha casa, bem guardado para que minha esposa não o visse, ela se assustaria e eu não teria como explicar tamanha coincidência em nossas vidas e após a temporada de seis meses, retornei, eu não ganhava muito dinheiro, mas fazia o que gostava, amava a vida que eu levava, cheguei a pensar que era o homem mais feliz do mundo, até que descobri que estava com uma doença muito grave, um vírus que devo ter adquirido na África e passei uma época muito difícil, minha esposa sempre me auxiliando e meu filho tinha apenas dois anos e meio quando meu corpo não agüentava mais e fiquei enfermo jogado numa cama.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passava os dias com uma nostalgia gostosa e não conseguia ser triste mesmo adoecendo cada dia mais, eu amava tanto minha esposa e meu filho e vivi experiências maravilhosas em meu trabalho e nas viagens que ele me proporcionou, conheci pessoas incríveis e já tinha vivido como se fosse velho o suficiente e maduro para cair do pé.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembrei de meu pai e de como minha mãe o amou mesmo depois de morto e apesar do sofrimento que passou todos os 15 anos longe dele, nunca me contou muito sobre ele e mal sabia eu que estava tão perto de entende-lo, talvez tanto quanto ele mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu filho completou 3 anos na semana passada e eu terminei de ler o livro hoje de manhã, o livro foi escrito pelo assistente de meu pai na viagem que ele fez há África em 1977, esse homem virou um grande admirador de meu pai e escreveu a vida dele nesse livro, minha mãe nunca me contou e eu nunca saberei o por quê. O livro não era de auto-ajuda, era só um relato, em primeira pessoa da vida do meu pai vista pelos olhos de seu assistente, queria ter mais tempo para escrever, mas já não tenho muita força e meus dias estão contados. Espero que esse livro seja encontrado pelo meu filho e ela possa viver a vida de maneira linda e intensa, como vivemos, eu e papai, não poderei ver meu filho crescer, mas realizei todos os meus sonhos e fui muito feliz como espero que todos que leiam esse pequeno e humilde relato sejam e encontre suas histórias nos livros da vida. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-4108977659090425032?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/4108977659090425032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=4108977659090425032&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/4108977659090425032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/4108977659090425032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/08/sonhos-concretizados.html' title='Sonhos Concretizados'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-4949036330995979917</id><published>2009-08-05T16:43:00.001-07:00</published><updated>2009-08-05T16:43:15.925-07:00</updated><title type='text'>Uma produção tosca</title><content type='html'>&lt;div&gt;Ninguém se importa se você dorme mal, se não vai bem de saúde ou se sua mente está em farrapos, ninguém se importa com seu dia ruim, com sua baixa qualidade de vida, com seus problemas e com sua felicidade, ninguém se importa se você pensa em se matar ou se arrumou um bom emprego, se chora com a luz apagada e abafando os soluços num travesseiro sem fronha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somos todos números dos quais o resto das pessoas não enxergam nenhum tipo de expectativa, de oportunidade e esperança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz doze dias que não vejo o sol e há doze dias que não produzo uma sequer fagulha de alguma coisa e no meio de todo o meu ócio, consumindo minha própria compulsividade, recorro aos livros, discos, filmes, papéis e rebusco qualquer coisa, procuro ler, ouvir e ver atentamente, mas nada torna-se prazeroso e a comida tem um gosto insosso, como todas as obras que alguém custou a produzir como custaram a cozinhar e eu me faço de mal agredecido e reclamo de tudo como um velho, chato que já viveu demais e espera amargurado seu fim, nada trágico e clássico, nada comovente, é só uma regra da vida: morrer, assim... por ter vivido demais, por já ter dado o tempo de cumprir o que tinha como objetivo ou de se frustrar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chorei sem nem se quer saber quais eram meus motivos, bocejava de tanto tédio e fazia um drama numa incoerência, sem sentido algum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tinha o mundo nas mãos, mas não poderia alcançá-lo, tinha o que todos gostariam de ter: tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só que o tempo deixa a gente meio maluco, pensando demais e de pensar acaba se intristecendo e da tristeza faz seu dilema e se torna insociável, inadequado, intolerável até o dia que ninguém te convida para tomar um chá, para ir numa festa e sua namorada até esquece que você existe, de tão ausente que você se torna e ela não liga, não convida mais pra sair, não te namora mais e você chora porque sabe que falta algo e você também não sabe o que é de tanto tempo que não a vê!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E aí resolve relatar todas essas coisas enfames que não cabem no espaço com você, porque você o tornou pequeno demais e fica insuportável dividi-lo com quaisquer coisas que sejam...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já estou pensando em vender esses móveis, a Televisão e alguns livros... Até a Cozinha tem muitas coisas, não preciso mais, essa louça toda suja vou jogar pela janela pra me poupar tempo e assim, posso arrumar uma desculpa para sair de casa: comprar louça nova ou comida congelada que já vem em embalagens descartáveis, mas ainda tenho de comprar talheres.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não não, gosto de comprar louças! Poucas coisas tem me dado prazer como ouvir pratos sendo estraçalhados, vidros dos copos sendo moídos e pisoteados como um acidente...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É, vou comprar chicletes, quem sabe eu faça uma obra de arte com esses cacos e torne menos despresível o meu dia, uma produção tosca...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-4949036330995979917?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/4949036330995979917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=4949036330995979917&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/4949036330995979917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/4949036330995979917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/08/uma-producao-tosca.html' title='Uma produção tosca'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-8852849370601196185</id><published>2009-06-23T16:00:00.001-07:00</published><updated>2009-06-23T16:00:57.750-07:00</updated><title type='text'>Cai</title><content type='html'>&lt;div&gt;Eu caminhava cabisbaixo enquanto a garoa fina tornava meu dia ainda mais cinzento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encostei nas árvores do parque e andei descalço pela grama, não por falta de um sapato, pensava que sem ele eu poderia libertar minhas angústias, expelindo-as pelo os dedos, e recuperando da terra a energia vivaz que tanto precisava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Andei o gramado todo, deitei na relva, fechei meus olhos e procurei a luz, não seria tolo de procura-la com os olhos cerrados se já não soubesse onde estavam: era dentro de mim que buscaria mais força, era algo lá dentro que tornaria minha vida reluzente outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas todo o meu tempo, só me fez perceber o quão perdido em minhas escuridões eu me encontrava, o quão insaciável a paz era em meu peito e atormentado, chorei, lágrimas comprimidas pelo tempo que me corroia na devastação de meus próprios almejos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tempo havia passado e eu perdendo a noção não só dele, como de espaço e de meus próprios sentimentos, já não sabia no que me transformei. O que estaria eu,fazendo largado aos insetos numa relva pública?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E do público fiz meu drama, minha vida que perdia uma razão ou a ganhava tarde demais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fui eu, um homem esquecido e fiz de mim um lúcido, intocável, fiz de minha fortuna uma sucessão de compras de segredos e silêncios, de mais fortuna e deixei minha eloqüência tomar jus a cada passo que eu dava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiz da vida um marasmo, onde minhas únicas companheiras eram aquelas que dormiam comigo e ao amanhecer retiravam de meus bolsos sua merecida e suada recompensa, vivi sozinho, andei sozinho e na opção de assim ser, rasguei fotos, crucifiquei àqueles que acreditavam e me apoiavam, joguei pro alto minhas prioridades e só queria o sucesso, o conforto e o luxo, nada mais me importava... Nem os sonhos do passado, os amores que eu tive e a suposta nostalgia que viria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caí em Terra, despejado à relva percebia todos os anos que perdi corrompendo pessoas e de minha própria arapuca viro alvo nesse instante. De meus propósitos antigos viro escravo, viro servo de minhas nostalgias e subalterno da única coisa que não compunha o meu cenário por toda uma fase adulta: sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não tive uma vida, eu fui a ganância,ela como uma sede tomava todos os meus poros e fez de mim um criminoso, mais que isso, fez de mim um assassino de mim mesmo e quase aos cinqüenta, sem construir nada que não seja de concreto, sinto que perdi tempo demais, tempo que não volta e nem nunca será recuperado...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saí da relva, calcei meus sapatos, tirei a gravata que já estava afrouxada e ao entrar em meu apartamento, abri bem a janela de minha sala de estar e senti pela última vez o vento bater em meu rosto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assumi a queda, pela primeira vez em tantos anos que não me via cair e cai, pela última vez, cai sentindo-me livre pela primeira vez em todos esses anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-8852849370601196185?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/8852849370601196185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=8852849370601196185&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8852849370601196185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8852849370601196185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/06/cai.html' title='Cai'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-4711800348062912921</id><published>2009-05-30T16:50:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T16:51:44.386-07:00</updated><title type='text'>Eu não existo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu não existo numa sociedade contemporânea:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou um corpo e um rosto que desfila pelas ruas de minha rotina sem na realidade ser compreendido, tomei a minha liberdade prática e fui julgado pela audácia de andar pelos caminhos cheios de espinhos, de trocar o luxo pelo nostálgico, de amar as quedas e chorar num belo dia de sol, de ver televisão ao invés de ir à praia, de ficar em casa enquanto os outros vão à festa e de sorrir das banalidades e sempre ironizar as tragédias e ver tragédia onde aparentemente não há.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu caminhei pelas Avenidas mais largas pela manhã e me deparei com as cenas mais inusitadas, há muito tempo não encontrava tantos semáforos vermelhos e carros enfileirados numa longa fila onde o estresse prevalece na mente e nos espíritos de homens importantes, nem que sua importância seja apenas para o seu próprio mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o ponto é que eu não existo. Há dias não recebo uma ligação, uma correspondência, um toque de campainha, um “alô” na rua e eu acho que já não vivo nesse Universo, só estou correndo até a porta da saída, nem as contas insistem mais em vir e eu espero... Espero como todos os seres humanos esperam seus finais de expediente, para poder ter seu direito ao ócio, sua noite deitado ao seu leito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E eu quero voltar à uma outra época, onde a&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=instantaneidade&amp;amp;id=2022"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:windowtext;mso-bidi-font-weight:bold;font-style:normal;text-decoration: none;text-underline:none"&gt;instantaneidade&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; só funcionava com miojo e meu estado melancólico era perfeitamente aceitável e o fato de eu ser indiferente quanto à vida de terceiros não me fazia alguém menos interessante e sem assunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Amei e fui amado, pensei ser compreendido, mas sou sensível demais e não caibo mais nos espaços.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Espero... Já perdi meus propósitos e continuo a esperar o inesperado, o que não sei o que é... como é e como quero, eu apenas não existo!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-4711800348062912921?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/4711800348062912921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=4711800348062912921&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/4711800348062912921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/4711800348062912921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/05/eu-nao-existo.html' title='Eu não existo'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-598887708116552854</id><published>2009-05-25T15:37:00.000-07:00</published><updated>2009-05-25T15:38:57.049-07:00</updated><title type='text'>Minhas Orquídeas lindas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;As orquídeas que ganhei chegaram pelo correio, elas vieram empacotadas e com um papelão cuidadoso para não amarrota-las.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;As orquídeas que eu ganhei eram amarelas e nunca gostei de amarelo, mas nelas caiam tão bem que até me emocionei ao olhá-las.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Minhas orquídeas quase borraram sua linda cor, cor amarela e viva, quando os meus olhos insistiram em se emocionar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Minhas Orquídeas que agora já estou chamando de minhas e as dando um nome próprio, eram as mais lindas orquídeas que um dia pude ver e tinham um vaso perfeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Minhas Orquídeas lindas vieram com um regador azul para eu não me esquecer que sua vivacidade estará sempre presente ao me lembrar que estão sendo sempre regadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Minhas Orquídeas lindas são bem mais importantes que qualquer outra flor que venha a nascer nos jardins, minhas Orquídeas lindas não ficam em minha janela, mas sim em meu quarto e todas as manhãs quando acordo eu olho para aquele amarelo e é como se o Sol estivesse me acordando e me dizendo o quão posso me sentir especial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Minhas Orquídeas lindas não são criações de Deus, são criações de um homem, assim como eu, um ser humano que sente, que vive, que sofre e se emociona, assim como eu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Minhas Orquídeas lindas foram criadas por um homem como eu, mas a perfeição de seu dom é tão sagrada que nenhuma crença justificaria a não ser a crença pela Arte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Minhas Orquídeas lindas são a ponte entre o criador delas e eu, sua Nega, sua sempre crente de sua arte e sensível com a mesma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Minhas Orquídeas lindas são mais lindas e lindas a cada amanhecer, a cada vez que as olho e lembro com saudade de meu caro e sempre amigo Nego &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Jorge Chueri.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-598887708116552854?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/598887708116552854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=598887708116552854&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/598887708116552854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/598887708116552854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/05/minhas-orquideas-lindas.html' title='Minhas Orquídeas lindas'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-3979689574093743846</id><published>2009-05-20T13:17:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T13:24:11.113-07:00</updated><title type='text'>Na brincadeira de ser pessoa convicta</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;"Eu só acho que eu penso estar certa, talvez eu concorde, mas num outro momento qualquer eu possa vir a discordar e eu também acredito que sei que estou com quase absoluta certa em concordar, mas que posso estar errada, admito... Essa é a minha opinião, tá?"&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E é só isso! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É mais ou menos isso que costumo dizer e as vezes eu tenho medo, as vezes eu sei exatamente o que dizer, mas quando a voz sai é como se embaralhassem as letras e todo o meu “discurso” se torna uma oração enjoada, cansativa, onde digo digo e não sai nada mais que frases desconexas e fico sem graça, fico frustrada, mas eu não sei! Eu simplesmente não consigo... É tão mais fácil sentar em frente ao computador ou mesmo com folha e papel e transmitir tudo aquilo que eu realmente quero, penso, modo com costumo agir e viver a minha vida, as pessoas devem me ver como uma idiota e de fato eu devo parecer uma idiota, eu penso rápido demais e minha voz não acompanha meu ritmo e aí saem aquelas coisas distorcidas, fora que eu tenho um profundo medo de magoar as pessoas, eu fui uma criança muito frágil e vivo cheia de traumas até hoje por minha gagueira, pelo modo que eu falava, como eu me comportava, com as roupas que minha mãe me vestia e assim eu fico com medo de julgar qualquer ato alheio, medo de ferir outrem e medo até de me ferir, por me sentir culpada... ficar com a consciência pesada, antes de julgar alguém devemos nos julgar e perceber que temos nossas falhas, que também somos humanos e assim... eu não uso parágrafos nos meus textos porque eu prefiro assim, se eu começo a pontuar demais, trocar de linha, por muito espaço e isso e aquilo... Eu esqueço! E aí? Puf! Quando vou ver a idéia já foi, não resta mais, apesar de que assim minha mão fica doendo, tenho medo, acho que as vezes eu vou ter algum problema na mão por causa da minha velocidade ou no cérebro por pensar rápido demais... mas estou aprendendo, um dia eu chego lá, ou retardo a chegada, foi só um desabafo, eu já estou quase terminando, só queria dizer, que quando vocês pensam alguma coisa, não fique só pensando, meta a boca na botija, só não caia dentro dela, eu é que sou uma tonta... bom isso é o que eu acho, na minha humilde opinião, tá?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;(huahauha só pra descontrair, gente!)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-3979689574093743846?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/3979689574093743846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=3979689574093743846&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3979689574093743846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3979689574093743846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/05/na-brincadeira-de-ser-pessoa-convicta.html' title='Na brincadeira de ser pessoa convicta'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-1106162262447217349</id><published>2009-04-30T16:32:00.001-07:00</published><updated>2009-04-30T16:32:34.905-07:00</updated><title type='text'>Uma Puta no Mundo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A Casa 731, não era bem uma casa, ela tinha os números de uma casa e sempre estava na rua para quem procura uma, mas ela circulava para cima e para baixo com o número de plaqueta de indicação de casa pendurada em sua traseira e quem é que fosse perguntar ao seu dono, ele diria: essa é minha casa, número 731 sem rua.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Todas as ruas eram da Casa 731, cada esquina, cada frente dos comércios, cada espaço por onde ela trilhava e inventava e desviava e recriava seus próprios caminhos, sem nunca deixar de pensar que era o lar daquele menino, ele cresceu junto dela e desde que esteve ao seu lado, nunca mais quis saber de outra paixão e as outras que surgirão, vai ser ao lado da maior!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Um dia eu estava voltando para o meu apartamento, um de concreto que fica parado como ao lar de [quase] todo mundo e o vi com a Casa 731 na minha rua, parecia apressado, há muito tempo não o via, eu tinha acabado de mudar para aquele bairro e não sabia que ele também circulava por essas bandas e comecei a me perguntar quando aquele garoto a largaria, ela já estava velha, meio enferrujada e a placa já nem dava pra enxergar direito, entrei em casa e logo esqueci do garoto e a Casa 731, eu estava ficando velho e não existia nada que eu ainda carregasse comigo, que soubesse tão bem de mim quanto eu mesmo, que dividisse quase todas as minhas histórias e me senti desamparado, me senti uma puta do mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não tenho um companheiro de uma vida toda, sempre escondi meus sentimentos, sempre tive medo de beber por ter medo de dizer o que me arrependeria depois, por sair a conversar com estranhos, vivi quase toda minha vida sozinho, deturpei meus sonhos, chorei sobre lugares e em ocasiões diferentes e tive ao meu lado sempre alguém diferente, sempre tão inflexível, tão ególatra, sempre eu e percebi que de tão eu que fui, não tinha nem uma casa que me acompanhasse pelo resto da vida, vivia de aluguel num apartamento na Rua Alfredo de Azevedo, completamente só.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Talvez eu compre uma bicicleta pra chamar de Casa ou um cachorro, ou seja mais fácil começar a beber...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-1106162262447217349?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/1106162262447217349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=1106162262447217349&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/1106162262447217349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/1106162262447217349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/04/uma-puta-no-mundo.html' title='Uma Puta no Mundo'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-4345194283910475812</id><published>2009-04-10T18:19:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T18:25:53.757-07:00</updated><title type='text'>Um monte de anseios</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Esperando... Ansiosamente para tantas coisas, a gente parece que vive sempre nisso de esperar, de ver o resultado, do que disseram, o que fizeram, como ficou... Numa curiosidade, num troço aqui dentro que nos faz criar e imaginar de tantas maneiras, é como se muitas vezes o instante agora fosse aquela aflição de um futuro que depois vai ser nostálgico, os momentos mais prazerosos duram tão pouco comparado ao tempo que somos capazes de esperar por eles...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não vejo a hora de comer chocolates, de pegar a “GAZETA DO POVO” segunda-feira, de receber a carta com um quadro que vai chegar e de tantas coisas mais e tantas coisas menos que não quero que cheguem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tempo que não passa ou tempo que passa rápido demais e coexistindo perdida nos períodos eu vou vivendo minhas aflições, compartilhando alguns entusiasmos e anseios e no ócio de alguns momentos: reparto, encaixo, canso, descanso, choro, rio, abuso, sinto, danço, escrevo, leio, sonho, espero, crio os verbos, elaboro novas frases, preencho o espaço e dou abraços!!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tchau... Até a próxima, talvez lhes conte meus momentos, talvez reclame ou apenas invente alguma besteira e os faça acreditar!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-4345194283910475812?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/4345194283910475812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=4345194283910475812&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/4345194283910475812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/4345194283910475812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/04/um-monte-de-anseios.html' title='Um monte de anseios'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-9137870921015608482</id><published>2009-04-02T15:13:00.000-07:00</published><updated>2009-04-02T15:47:55.440-07:00</updated><title type='text'>Gê, eu ainda sou Humana!!!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Esse último ano do meu Ensino Médio tem sido não só desgastante como também preocupante:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;São muitas exigências, são muitas responsabilidades que surgem cada dia mais e se tudo girasse em torno disso, tornariam as coisas um pouco mais simples, porém, tenho uma família, um namorado, amigos e não posso esquecer que não sou apenas um cérebro ambulante, tenho que me preocupar com meu bem-estar físico e psicológico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Estou dizendo tudo isso, porque há pouco estava pensando no novo projeto de Getulio Guerra com o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;“PrasBandas”&lt;/span&gt; de oficinas de &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://www.acuio.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style=" text-decoration:none;text-underline:nonecolor:windowtext;"&gt;Astrologia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, Cinema &amp;amp; Vídeo, Fotografia e Música para a comunidade de bairros que compõem a periferia da cidade de Curitiba&lt;/span&gt; e o que isso tem de reflexão na minha vida é que foi difícil tomar uma decisão sobre o que cursaria numa universidade, pensei em várias coisas e todas elas ligadas à humanas, o que já eliminava muitas opções e facilitava minha árdua tarefa de selecionar um curso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quando falamos de outros Seres Humanos, penso na responsabilidade das profissões que se relacionam ao auxílio e assistência de pessoas, pessoas não são receitas prontas, cálculos exatos, os seres humanos são totalmente imprevisíveis e complexos no mais profundo significado que a palavra possa abranger e tudo isso me deixava bastante preocupada com a decisão que por fim, vim a tomar. Até agora ainda fico, estou com os olhos lacrimejando e aflorando minhas dúvidas a respeito da responsabilidade AINDA maior do que as que eu tenho enfrentado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pensar na grandiosidade de cada um, de suas idéias, personalidade, caráter, perspectiva! Que era o ponto onde queria chegar. Podemos analisar qualquer coisa que seja de modos tão diferentes, julga-los e não estarmos errados, nem eu, nem você nem o outro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Aqui nos meus devaneios e pensando no projeto do Getulio e "PrasBandas", refletia sobre a responsabilidade de TRANSMITIR, APRESENTAR, TRANSFORMAR, FAZER arte, a arte são como as pessoas! A responsabilidade de transmitir pontos de vista sobre arte é tamanha que me dá calafrios ao pensar no quanto eu também gostaria de estar com o “PrasBandas” nessa tarefa &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;complexa, mas tão gratificante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Complexa porque fazer arte, como quase tudo é visto por pontos diferentes: Quem cria vê de uma forma, quem reproduz ou adapta de outra, quem assiste ainda de outra e quem julga talvez de outra e dessas 4 formas ainda podem surgir 8-12-16-400-4000... que criarão uma eternidade de perspectivas, de valores agregados, de sentimentos, de idéias, desejos e isso tudo porque a Arte é tão humana como quem a produz e transmitir formas de criar, formas de “trabalhar” é como ensinar alguém a Amar! Não se ensina a amar, apenas se ama!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Se eu pudesse dizer algo aos que farão as Oficinas, seria: Sintam cada idéia que for transmitida, não há uma receita, um padrão ideal, uma critica perfeita porque muitas vezes nem nós mesmos conseguimos transmitir o que sentimos, muito menos saberão nos compreender. E produza aquilo que você acha que deve, seja de modo rebuscado, claro, abstrato... Não importa, é o seu modo de enxergar as coisas e ninguém enxerga com seus olhos, apenas você mesmo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ao PrasBandas meu todo apoio, mesmo que distante e minha total confiança do sucesso e competência de cada um de vocês. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-9137870921015608482?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/9137870921015608482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=9137870921015608482&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/9137870921015608482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/9137870921015608482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/04/ge-eu-ainda-sou-humana.html' title='Gê, eu ainda sou Humana!!!'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-3930855110965209358</id><published>2009-03-10T15:38:00.000-07:00</published><updated>2009-03-10T15:39:49.902-07:00</updated><title type='text'>Aquilo...</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;            O problema que vou enfrentar é maior, as causas? Desconheço... Então? Por que...?&lt;br /&gt;            Era uma quarta-feira e a sensação de embaraço crescia, se formava e permanecia em mim, sem afloramentos e sem intensidade num viver que apenas existe e aquilo tudo que foi dito ontem? E antes de ontem... Também disseram e aquilo que tem sido visto?&lt;br /&gt;            Entender o que se passa é saber o que não sabe e não dá pra saber o que não sabe e não dá pra saber... o que estaríamos sentindo? E o fato de perder o garantido? Sofrer pelo bem... ou não saber, qual é o certo de sentir e o que alcançar e a falta, e a fome, e a dor, a sede, o voto, o leito, a devoção, o pudor, o horror, o escuro, o medo, o tempo, o provável, o prescrito, o indicio, o sucesso, o poder, o fruto, o Isso...&lt;br /&gt;            A sombra das besteiras, dos risos a causa disso, o isso do que foi atingido e louvor ao desconhecido.&lt;br /&gt;            Perda, cerque, ofenda... Atenta no subjetivo, o interesse... O impasse, não, não se mate!&lt;br /&gt;            Aquele emaranhado de desejos, de ódio, de paixão e o que é fato é o ato de sermos julgados, desprezados, apanhados, acolhidos, extingüidos e ofendidos...&lt;br /&gt;            E a revolta? E o medo? Tenso... Ofuscante... sem sucesso, com feridas, hipócrita.&lt;br /&gt;            Os números? Catastróficos, reflexivos...&lt;br /&gt;            Exageros formados por grupos de falantes e o perdão, o pagão, o culpado e o mal gerado? O aborto! A lentidão, a impaciência, a formação, o oposto...&lt;br /&gt;            E tudo que disse... que seja sempre dito, omitido... e sempre, sempre sentido e o nojo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Escrito numa quarta-feira, 05 de setembro de 2007)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;* É só mais um emaranhado de idéias!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-3930855110965209358?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/3930855110965209358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=3930855110965209358&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3930855110965209358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3930855110965209358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2009/03/aquilo.html' title='Aquilo...'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-1267740265775357697</id><published>2008-12-19T05:53:00.000-08:00</published><updated>2008-12-19T05:55:09.578-08:00</updated><title type='text'>Alguns textos curtos</title><content type='html'>Lia alguns textos curtos, umas tiras de jornais e comecei a perceber o quão em vão eram as minhas delongas...&lt;br /&gt;Todo esse tempo perdido de uma narração pobre e sem objetivos concretos e aparentes: Eu, um mero jovem de muita idade por razões da minha falta de maturidade e a pouca responsabilidade que preciso, já que sou sozinho e tudo é muito pequeno no universo de um homem só.&lt;br /&gt;Repousei após ter lido muitas tirinhas, poemas e crônicas, vencido pelo cansaço e a frustração de nunca ter percebido o quanto algumas coisas podem ser transmitidas de forma mais claras e objetivas.&lt;br /&gt;Acordei num sobressalto, como se ouvisse o zumbido de um pernilongo em meu ouvido nas noites quentes de um verão curto, porém incômodo e percebi que era inverno e não havia outro inseto ali, senão eu mesmo rebaixado a isso por meus métodos de julgamentos tão intransigentes.&lt;br /&gt;Resolvi mudar, nem eu mesmo podia acreditar na vanguarda em tempos já tão remotos, mas era o que queria, era inovar, transformar, modificar! Ah! Como o som dessas palavras soa bem, quando há muito não se altera em nada...&lt;br /&gt;Comecei pela minha cabeça: Dormia sempre com dois travesseiros, um mais alto e outra menos, no começo, tirei o mais fino e com o tempo troquei, dormia com a cabeça, quase rente ao colchão e assim, tinha a impressão de que as idéias estavam mais centradas e que poderia sonhar menos, não que eu fosse um homem que da utopia moldasse a minha vida, mas eu era egoísta e por mais duro que fosse pra reconhecer tive que me rebaixar ao nível do colchão, meu subalterno colchão, me dando conta que era tão semelhante aos outros quanto eu não imaginava ser.&lt;br /&gt;Ao me acostumar com o travesseiro baixo, percebi o conforto que era a simplicidade, não perdi a sofisticação, dormia com lençóis de algodão que minha irmã trouxera da Europa como agrado ao seu único e solitário irmão, mas havia me sentido mais humano dormindo daquela forma.&lt;br /&gt;Então... Mudei a risca do meu cabelo, do lado esquerdo para o direito, foram anos da minha vida, minha infância toda, a adolescência quando eu não tinha cabelo cumprido, a fase adulta e um pedaço da velhice, ainda pretendo viver muito e agora com o cabelo do outro lado!&lt;br /&gt;Foi difícil para me acostumar, puxa como me sentia estranho e isso acabou gerando uma nova mudança:&lt;br /&gt;Toda a manhã ia comprar três pães na padaria, um pedaço de manteiga e poucas fatias de queijo, com o meu cabelo repartido do outro lado, fiquei tão envergonhado de sair na rua que resolvi na primeira manhã do meu novo visual, não comprar nada e nem por os pés para fora da porta, a fome me foi batendo e achei torradas num pote de vidro e as comi com geléia de morango.&lt;br /&gt;Sou apaixonado por geléia, sempre tenho, pelo menos uns três potes delas em casa, companheira do meu café das 5 que era minha última refeição antes de dormir, com os anos minha digestão ficou lenta e já não podia abusar.  &lt;br /&gt;Em cinco dias foram-se os potes de geléia de morango, o de uva e também o de framboesa, as torradas já haviam acabado há uns dois dias e o gosto da bolacha água e sal não era tão prazeroso, pronto! Mais um desafio: Botar meu nariz para fora de meu jardim seria o máximo!&lt;br /&gt;Fiquei ensaiando no espelho alguns diálogos e explicações se por ventura alguém viesse a me perguntar sobre o novo visual, fiquei um pouco embaraçado, mesmo diante de um mero espelho de madeira de cerejeira que compunha o cenário tão antiquado de minha casa... Antiquado mas vivaz, não pense que fui radical ao ponto de trocar minha mobília, essa se pudesse, levava junto ao meu caixão, são anos de tradição familiar e o zelo que tinha com elas, era algo de temer até mesmo aos cupins que não ousavam nem se quer deslizar por ali.&lt;br /&gt;Senti-me mais seguro e saí de casa às compras de mantimentos para saciar minha fome e a vontade de um pãozinho francês que há dias não sentia derreter em minha boca e enrolar o miolo como quem é criança e cava a terra para fazer um túnel!&lt;br /&gt;Lembro-me com certa angústia de que ninguém, nem mesmo o padeiro que me via por todos os dias, há 10 anos, reparou no meu cabelo! Fiquei indignado com tamanho descaso das pessoas, com que era obrigado a conviver, nessa vizinhança de gente mal-amada e desolada de compaixão!&lt;br /&gt;É... Perguntaram-me por que passei tantos dias sem aparecer e se eu estava bem, mas ainda não se deram conta de uma mudança tão brusca e notável.&lt;br /&gt;Após quase dois meses de mudanças no meu dia-a-dia resolvi voltar a escrever, ah! Esqueci de comentar que também deixei de sair todos os dias pela manhã, agora comprava mais pães e comia pão amanhecido mesmo nos outros dois dias, isso me dava mais tempo livre e menos tempo com aquela gente insensível que não consegue nem ao menos olhar no meu rosto para perceber a risca do lado direito do meu cabelo.&lt;br /&gt;Antes de escrever qualquer palavra, me dei conta de que meus óculos sempre estiveram em bom estado e impecável como se acabasse de buscar da ótica após uma apreensiva visita ao oftalmologista.&lt;br /&gt;Coloquei meus óculos sobre a poltrona e fui até a geladeira beliscar a torta que aproveitei comprar no mercado, ao voltar sentei sobre ele, de forma quase que sem querer, mas como tudo é tão preciso e ordenado, não poderia senão, ser calculado aquele descaso e então, tinha agora a risca do cabelo para a direita, dois dias seguidos comendo pão amanhecido, a cabeça mais perto do colchão do que de comum e meus óculos meio tortos.&lt;br /&gt;No começo os meus textos não faziam muito sentido, era difícil pra mim, escrever com tão pouco tudo que gostaria...&lt;br /&gt;Com o tempo os meus textos já não faziam é sentido algum! Nem conseguia me localizar para entender o que eu mesmo queria dizer! &lt;br /&gt;Como era complexo mudar, como foi árduo cada detalhe do meu novo dia-a-dia e ao perceber tudo isso em vão, levando as mãos aos olhos já curtidos de uma vida longa, chorei... Chorei como aos cinco anos as crianças choram para não sair do playground e fiquei ali... Desalmado num novo ritmo, preso aos novos costumes e ainda assim, com minhas delongas!&lt;br /&gt;Percebia o tédio em minhas frases cumpridas e não conseguia consertá-las, percebia minhas mudanças sem ter forças para reajustá-las e assim vivi e assim estou vivendo, adaptado numa nova rotina e mais consciente de meus erros e temperamento, até liguei para minha irmã na semana que passou, propus que me fizesse uma visita e compraria torradas e geléia de figo que ela tanto gosta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-1267740265775357697?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/1267740265775357697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=1267740265775357697&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/1267740265775357697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/1267740265775357697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/12/alguns-textos-curtos.html' title='Alguns textos curtos'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-8231501832214416666</id><published>2008-11-11T07:50:00.000-08:00</published><updated>2008-11-11T07:51:28.967-08:00</updated><title type='text'>A volúpia do insulto</title><content type='html'>Deu-me uma vontade louca de brigar... É, perder meu tempo em conversas sem fundamentos, utilizando mil e um argumentos que serão em vão quando virarmos as costas e percebemos que nada mudou na opinião do outro, com quem discutia...&lt;br /&gt;Mas que apesar de saber a conseqüência não me afasta nenhum pouco do desejo de sair do modo passional, cansei das conversas dos amigos numa mesa de bar.&lt;br /&gt;   A boêmia foi minha companheira nos melhores e nos piores momentos, nos mais solitários, era com ela que dividia minha carência, com ela que me inspirava e reencontrava algo que me desse um sentido, nem que o único sentido fosse beber ao som de uma boa música, ao menos não faria aquilo de maneira vã... Nos momentos felizes usava dela como desculpa pra “comemorar” e assim passaram os anos.&lt;br /&gt; Arrumei empregos, estudei, mudei várias vezes de companheiras e de grupos sociais, diferente do que muitos pensam, a boêmia não fez de mim um vagabundo, muito pelo contrário.&lt;br /&gt; Talvez ela fosse a única que fazia da minha vida um pouco menos desregrada, por ela tornei-me leal e companheiro, não a abandonei, amadureci... Meu relacionamento mais sólido, minha única “fiel escudeira”!&lt;br /&gt; Agora o que me importa é uma bela briga, não precisa ser física, a verbal me satisfaz, preciso de palavrões, da intensidade e do ardor pelo que defenderei!&lt;br /&gt; A boêmia me tornou calmo e hoje o que quero é a Adrenalina que há muito me esqueci, num passado cheio de outras faces e de uma personalidade ainda vulnerável, quero voltar no tempo de minhas maiores inseguranças e do modo mesquinho de auto-afirmação! Quero sentir de novo a volúpia do insulto e a sanha de ser insultado...&lt;br /&gt; Quero explodir de raiva, ficar vermelho por sentimentos aflorados e não mais pelos porres, nem que seja preciso uma humilhação, ser humilhado nos inspira a seguir de maneira diferente, nem que eu me arrependa e leve um murro pelas duras palavras ofensivas, eu quero isso! Eu preciso disso!&lt;br /&gt; Cansei dessa mesmice, cansei da minha vida sempre tão pacata e da paz... Do conforto e tolerância, eu quero desabar em prantos e fúria, gargalhar tão alto quanto os meus sonhos e explodir em sentimentos extremistas de ódio e imensa paixão...&lt;br /&gt; Defender com unhas, dentes, garra e argumentos convincentes ou não tudo aquilo que eu acredito sem ter certeza se é o certo, mas apenas por lutar, lutar por alguma coisa e não hesitar, não mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-8231501832214416666?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/8231501832214416666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=8231501832214416666&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8231501832214416666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8231501832214416666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/11/deu-me-uma-vontade-louca-de-brigar.html' title='A volúpia do insulto'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-9134431689668921565</id><published>2008-10-19T18:54:00.001-07:00</published><updated>2008-10-19T18:54:47.132-07:00</updated><title type='text'>A cortina e eu</title><content type='html'>As cortinas seguiam a posição que o vento da fresta da janela coordenava, invadindo o quarto, aquela luz branca... Eu acordei e fiquei observando a cortina bailar de frente a janela, parado... Ali diante de um ato tão banal, mas que naquele instante deixava de ser, mesmo sem eu ter me dado conta disso.&lt;br /&gt;O dia seguiu sua trama rotineira e eu inserido numa realidade que muito rejeitei, muito evitei, mas estava nela e agora não podia colocar de fronte aos meus ideais e princípios que não fazem nem nunca fizeram diferença alguma pro resto da sociedade e suas morais pré estabelecidas.&lt;br /&gt;Pensei em quantas vezes fui como a cortina: Dançando conforme a música.&lt;br /&gt;Dancei conforme a música, segui aquilo que me mandaram seguir, ultrapassei meus princípios e aprendia a ceder e ser flexível, não que só houvesse o mal em todas as posturas que o mundo me forçou a ter, não que restassem apenas a essência... Se eu pudesse que tudo fosse diferente, se o vento não coordenasse minhas idas e vindas e a luz não fosse cegamente branca, talvez tivesse chegado onde sempre quis estar, fosse um pouco menos as minhas frustrações e os dias teriam todas as cores e eu não estaria preso num trilho onde meu caminho é sempre o mesmo e minha função também.&lt;br /&gt;Não quero ser apenas uma cortina, vendo o mundo da janela sem nunca poder tocá-lo, sem nunca chegar onde a vista já não alcança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-9134431689668921565?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/9134431689668921565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=9134431689668921565&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/9134431689668921565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/9134431689668921565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/10/cortina-e-eu.html' title='A cortina e eu'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-5749745492312081176</id><published>2008-10-12T15:48:00.000-07:00</published><updated>2008-10-12T15:49:24.944-07:00</updated><title type='text'>Ritual de iniciação.</title><content type='html'>Todos os dias passo por alguma situação inusitada, por menor que sejam... São nesses pequenos detalhes que traduzo longas linhas de um novo conto, são neles que encontro o reflexo de toda uma história, de uma história que já possui um passado e tenho a árdua tarefa de criar seu presente com uma certa coerência, coerência essa, que muitas vezes é tida com apenas uma intuição.&lt;br /&gt; O futuro da história torna-se conseqüência do que criei, do que desejei aos meus personagens, eu me sinto como... Como se fosse o destino, eu sou o destino que impôs determinado comportamento diante de vidas que já se ocorriam, que já se viviam em lugares e pensamentos remotos, criações não são apenas elas, assim... A esmo, cabe a mim o papel difícil de julgar, de explicar suas ações e tentar compreender e transmitir o que eles sentem, como a cena prosseguiu e alguns por quês que muitas vezes nem mesmo eu posso saber, são tantos os segredos e mistérios do comportamento humano, são tantas as dúvidas e razões de estarmos ou deixarmos de existir e são tantas as escolhas, como sentenciar certos atos e descrever num impulso o reflexo de um bom ou mau dia, transformar o simples em algo tão grandioso.&lt;br /&gt; Minhas palavras são a única coisa que realmente possuo, são apenas minhas e de todos aqueles que criei resgatando de alguma parte, mas são só minhas... Meu lado egoísta, o meu orgulho e satisfação no produzir, no sentir que ao menos nas poucas vezes que sento diante desse computador ou com uma caneta e um velho caderno ou folha de papel transformo o que quero e sei que isso é o meu trabalho, a junção das palavras em frases que fazem um pouco de sentido são minhas, esse universo que é o meu e a responsabilidade de apresentar isso à alguém...&lt;br /&gt; A preciosidade de cada palavra, se mal colocada... Posso arruinar vidas, sejam reais ou sejam as minhas milhares de vidas que domino a cada nova história e esse cargo que assumo podem me custar até horas de uma longa noite acordada, a fio...&lt;br /&gt; Podem me custar o descaso de abandonar, de abortar contos sem um fim, sem nem se quer um meio, por parecer muito ousado...&lt;br /&gt; A ousadia também me custa certos preços e o que faço agora, é apenas relatar um lado de tudo que se passa na mente de um escritor, dos medos e inseguranças ao se mover.&lt;br /&gt; Destorcendo cada trecho do que foi real, criando seus extremos, desenrolando da maneira que eu desejo ou não, mas acho necessária é o que penso e o que causa impasse de ir além, de criar todos os dias dezenas de contos por simplesmente não passar de minha imaginação, do que posso, sem receio de ferir, de estragar... De corromper o que já existe, o que já tomou seu devido lugar e já sabe sua posição.&lt;br /&gt; Até mesmo esse devaneio, não quero que se assustem, se quisesse... Falaria isso da maneira mais clara, ou seria dramática...&lt;br /&gt; Apenas me refiro da maneira mais imparcial, talvez nem tanto...&lt;br /&gt; Afinal, sou como qualquer outro escritor e sinto... Sinto o vento soprar no meu rosto e penso em milhares de coisas que poderia escrever, analiso a morte em suas diversas formas e quaisquer que sejam os sentimentos, do mais apático ao mais aflorado, ali estou julgando, analisando, interpretando pra sempre criar...&lt;br /&gt; Mas nem sempre realmente produzir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-5749745492312081176?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/5749745492312081176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=5749745492312081176&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/5749745492312081176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/5749745492312081176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/10/ritual-de-iniciao.html' title='Ritual de iniciação.'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-4847743152429611760</id><published>2008-09-16T13:03:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T13:09:33.865-07:00</updated><title type='text'>Conto que não é conto</title><content type='html'>Um dia ele me disse “Nem todo dia é dia” e o que seria um dia que não é dia?&lt;br /&gt;Durante muito tempo da minha vida tentei entender os dias que não são dias e conseqüentemente tudo aquilo que deixa de ser o que é, que perde seu objetivo num decorrer de fatos aleatórios e imagens transfiguradas e no anonimato de simplesmente nascer não brilhando, nascer de um acaso ou não nascer.&lt;br /&gt;Um dia não foi dia na minha vida, há alguns anos atrás e às vezes esse dia insiste em aparecer e aí o dia deixa de ser dia...&lt;br /&gt;A cor também deixa de ser cor e o sorriso de ser sorriso... E assim por diante.&lt;br /&gt;Quando eu penso nesses dias que às vezes aparecem, desaparecendo o dia e virando um sei lá o quê... Eu fico sentindo uma falta, uma falta do Sol brilhando, das flores de primavera, do inverno rigoroso, sinto a falta das nuvens cinzentas, das gotas que caem no meu suéter e... Porque nesses dias a última coisa que se lembra é das perguntas rotineiras sobre o clima e das mudanças repentinas devido ao aquecimento global, às vezes se esquece até de que se usa roupa e foi numa dessas ocasiões que me deparei com estações em mim, elas se tornam tão esquecidas que se instalam no nosso organismo pra ver se de alguma forma lembramos que elas estão ali... Que o dia é dia e não deixa de ser porque você proclamou que não seria.&lt;br /&gt;Essas estações surgem em febres e lágrimas, muitas vezes, é tem dia que não é dia mesmo!&lt;br /&gt;Mas hoje é um não-dia que eu quero falar dos dias... Porque na nostalgia há sempre um espaço apropriado nem que hoje não tenha cores, sorrisos e dias... Nem hoje seja apenas um espaço vago no calendário, um vazio mais tenebroso que o feriado chuvoso e depois que a festa acaba...&lt;br /&gt;Quero lembrar das cores: Lembro sempre de &lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;Flicts&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; quando as cores me perseguem e lembro que a capa de “Budapeste” é Flicts e logo lembro que Chico nunca foi pra Budapeste e teimava dizer que a cor da cidade era aquela, a Lua é Flicts e Ziraldo nunca foi até lá... Ele sabia que era e só. Assim como eu sei que fico vermelha quando tenho vergonha e às vezes meio Flicts quando estou enjoada.&lt;br /&gt;Então eu quero criar: O dia estava azul, o céu estava limpo mas se via uma ou duas nuvens meio distantes... Branquinhas, branquinhas e eu via um jatinho traçando uma linha, cortando o céu, rasgando-o e deixando uma cicatriz... Eu via e o tempo ia passando e ele ia ficando menor e menor até que ele sumiu e eu girei no gramado gargalhando em despedida, a grama era verde, de várias tonalidades e o que me faz pensar que nesse conto não há sons, mas há cores e todas elas criam formas e imagens diferentes se destorcermos tudo ou se juntarmos um tanto...&lt;br /&gt;Enquanto rodopiava pelo gramado algumas folhinhas se juntavam ao meu vestido listrado de branco e azul-turquesa e lembrei que já estava ficando tarde pro café que fiquei de tomar na casa da vovó...&lt;br /&gt;Na mesa tinham todas as cores, preto, marrom, vermelho, amarelo... por baixo de tudo no xadrez, o roxo com branco e desenhos de diversas coisas de cozinha na velha e rendada toalha da vovó. Comi o bolo de chocolate, o café com bolachas e geléia de morango.&lt;br /&gt;Já não quero mais as cores, já cansei de muitas delas e um sorriso não sai da minha cabeça, não sei nem a imagem que fiz da garotinha e seus balões, mas eu imagino seu sorriso e sua pureza e me faz muito bem e também lembro do sorriso do Super-Herói, esse lembro bem... Lembro de seu rosto e de cada detalhe e na mistura de tantos contos me faz tão presente a beleza daquele sorriso que guardo em mim em cada momento, como é belo e singelo... Como faz bem e as coisas que nos fazem bem são lembradas agora nesse momento que o que mais importa são minhas lembranças que seja num faz de conta ou que seja crua e real como a vida sem o resto...&lt;br /&gt;Tem dia que a vida também não é vida mas a vida não sendo vida eu deixo pra um conto que não é conto, já que o trabalho é mais árduo e os sentimentos mais difíceis de serem interpretados.&lt;br /&gt;Gosto do sorriso das crianças e gosto de Flicts.&lt;br /&gt;Espero que amanhã tenhamos todos um bom dia... Afinal um dia há de recomeçar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-4847743152429611760?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/4847743152429611760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=4847743152429611760&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/4847743152429611760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/4847743152429611760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/09/conto-que-no-conto.html' title='Conto que não é conto'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-1791370770366950160</id><published>2008-09-13T17:46:00.000-07:00</published><updated>2008-09-13T17:47:37.242-07:00</updated><title type='text'>Oi, preciso contar!!</title><content type='html'>Oi, eu só queria fazer um relato porque eu acho que não vou conseguir viver se eu não contar o que aconteceu comigo ontem e o que eu vi!&lt;br /&gt;Nossa! Só de pensar eu já fico toda emocionada e arrepiada, ai que vergonha!&lt;br /&gt;Então, eu trabalho num estabelecimento, ele é público sabe? É uma galeria, mas a gente costuma dizer que é um shopping e os banheiros de lá são sempre na mesma ordem: homem na esquerda, infantil no meio e mulher na direita, é regra... já estou acostumada... Já nem olho quando vou.&lt;br /&gt;Saí de casa ontem e entrei num shopping, eu estava toda descabelada porque estava um vendaval na rua e uma chuva irritante, sabe? Essas chuvas assim... Que começam e logo param, pois então.&lt;br /&gt;Eu não sei ler direito, consegui um emprego de faxineira lá no shopping porque meu cunhado trabalha com um dos responsáveis por essa parte e ih! Sou esperta que só vendo, não gosto de ficar parada não... E tenho uma orientação muito boa, além de saber falar tudo direitinho e quando não sei eu sempre pergunto, não gosto de fazer feio, ainda pretendo saber escrever e ler, eu acho tão bonito... ah! &lt;br /&gt;Minha vida não foi nada fácil, sabe?&lt;br /&gt;Meu pai me abandou e minha mãe me criou como pode, eu sou a primogênita (acho tão bonita essa palavra...) e tenho mais três irmãos, então eu logo cedo passei a ajudar minha mãe em casa, com uns bicos pra guardar dinheiro... Depois ela ficou adoentada e eu tive que cuidar dela, não tive muito tempo pra pensar em mim e agora tenho minha família e tenho que garantir o estudo e o pão deles, mas acho que já estou fugindo demais do assunto e estou ficando agonizada aqui! Preciso contar o que vi... O que estou sentindo...&lt;br /&gt; Como eu não sei ler e estou acostumada com o banheiro feminino sempre do lado esquerdo, fui andando e entrei... Nisso eu estava tão preocupada com aquele meu cabelo de vassoura, eu devia estar parecendo uma bruxa! Todo pra cima, como diz meu filho caçula: “mamãe fica igual o cara da propaganda de carro que tira coisas de dentro do cabelo...” ele é um menino muito inteligente, sabe? Tem oito anos mas conversa super bem e vai bem na escola, além de me ajudar com coisas fáceis em casa...&lt;br /&gt; Então fui arrumando meu cabelo “guarda-coisas” no espelho e pelo espelho olho pra trás e tem um mictório! &lt;br /&gt; Minha Nossa Senhora! Que Susto! Tinha um homem ali, de pé com... com... ai gente! Com aquele troço pra fora endireitando na calça! E eu fiquei ali toda sem graça, não sei se por ter visto, por estar no toalete errado ou pela minha cara de bruxa com cabelo armado!&lt;br /&gt; O homem todo gentil foi conversar comigo:&lt;br /&gt; - Moça, você está com algum problema?&lt;br /&gt; - Eu? Não... Eu só entrei no banheiro errado por força do hábito, me perdoe moço, juro que não vi nada... (senti meu rosto corar)&lt;br /&gt; - Tudo bem, nada que todos os homens não tenham igual ou parecido, né? (ele sorriu meio sem graça, já que não havia solução)&lt;br /&gt; - É... eu acho, mas então deixe eu me apressar e ir para o outro toalete...&lt;br /&gt; Saí que nem sabia por onde pisar! Aquele homem era lindo! &lt;br /&gt; Era o Homem da Minha Vida... Tenho certeza e olha, cá entre nós... Era bem grande! &lt;br /&gt; Eu não sou muito de reparar nessas coisas quando já estão por dentro da calça, mas como ele ainda estava ajeitando... Eu não pude deixar de notar, ah... estou tão envergonhada e ao mesmo tempo emocionada, desde que meu falecido marido (que Deus o tenha!) se foi que eu não via um...&lt;br /&gt; As coisas estão baixando de nível e eu não posso permitir isso, sou uma mulher, mãe e tenho dois filhos e uma casa pra cuidar! &lt;br /&gt; Mas eu precisava... Vocês me entendem? Eu precisava desabafar, nem que fosse manchar um pouco da minha reputação e um pouco da minha dignidade, não é todo dia que se acontece uma coisa dessas! &lt;br /&gt; Ah... Acho que vocês estão curiosos pra saber quem está escrevendo isso pra mim, então... Minha sobrinha, Catarina... É um amor mesmo, né? Olha a paciência que ela tem comigo... Está aqui comigo pra eu relatar como tudo aconteceu... Não posso tomar mais o tempo dela, ela tem seus afazeres e eu os meus, é apenas uma história pra eu não morrer de aflições, precisava compartilhar da minha experiência, vocês entendem né? Vocês também não contariam pra alguém se fosse com vocês?!&lt;br /&gt; Acho que vou procurar freqüentar aquele lugar, vai que eu vejo aquele moço de novo... mas não dentro do banheiro deles... De preferência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-1791370770366950160?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/1791370770366950160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=1791370770366950160&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/1791370770366950160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/1791370770366950160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/09/oi-preciso-contar.html' title='Oi, preciso contar!!'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-8219631973531946049</id><published>2008-09-04T10:13:00.001-07:00</published><updated>2009-08-14T22:17:01.503-07:00</updated><title type='text'>Ele não fechou em sinal de protesto, talvez.</title><content type='html'>A pia gotejava, seguia uma seqüência, num intervalo preciso e uniforme, diferente de sua mente que jorrava milhares de pensamentos e idéias frustradas, difusas – confusas, pertinentes...&lt;br /&gt;Deitado na cama com as mãos entrelaçadas sobre o ventre, num olhar fixo e perdido na mancha do teto.&lt;br /&gt;O cansaço o fez dormir.&lt;br /&gt;As gotas provocavam eco, eco esse refletido inconscientemente [irritantemente] em sua cabeça.&lt;br /&gt;O quarto escuro por completo se a luz do banheiro não estivesse acesa, na porta semi-aberta.&lt;br /&gt;Acordou debruçado sobre suas coisas jogadas no canto da cama, havia babado...&lt;br /&gt;O rosto amassado e seu escarro refletido nas gotas incansáveis de uma pia que continha um bilhete, era um papel colorido, fluorescente, colado abaixo do espelho:&lt;br /&gt;“Feche bem a torneira” - Foi o último bilhete deixado antes de partir.&lt;br /&gt;Ela partiu em silêncio.&lt;br /&gt;Seu único pedido era por ele negado, como sinônimo de todo seu orgulho e conflitos internos, buscando lógicas comportamentais, buscando razões, buscando o inverso de uma profunda solidão e desolamento, buscando... Buscando um sentido nisso tudo.&lt;br /&gt;Um sentimento nessa ausência, a amabilidade do acaso. O desconforto de sua roupa o fez levantar, na pequena mesa com um rádio relógio indicando longas horas da madrugada, voltou a perceber o barulho da gota, desprezando a pia.&lt;br /&gt;Voltou ao banheiro, olhou o bilhete com os olhos lacrimejando, como se visse o reflexo de toda sua atenção, todo o zelo que procurava ter... Era um pedaço ( o único) dela que ainda restava.&lt;br /&gt; Levou as mãos até o rosto, deslizou pelos azulejos da parede e aos soluços chorou, encolhendo-se cada vez mais...&lt;br /&gt;Afogando-se, enclausurando-se sobre o intervalo da pia e o vaso sanitário... Era ali sua prisão e sua sentença assinada num pedaço de papel brilhante!&lt;br /&gt; Seus princípios haviam sido cruelmente chocados, não havia um “nós” não havia espaço pra mais ninguém e apenas todo o seu vazio preenchido de uma enorme mágoa e insensatez, cabia a ele sofrer...&lt;br /&gt;  Sofrer seus dias, despejando toda a inutilidade e precariedade no seu intervalo. Sua vida era o intervalo da pia e o vaso, seu tempo era um bilhete, suplicando de que as gotas cessem... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(26 de agosto de 2008)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-8219631973531946049?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/8219631973531946049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=8219631973531946049&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8219631973531946049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8219631973531946049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/09/ele-no-fechou-em-sinal-de-protesto.html' title='Ele não fechou em sinal de protesto, talvez.'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-5461005384659368708</id><published>2008-07-24T13:33:00.000-07:00</published><updated>2008-07-24T13:46:39.136-07:00</updated><title type='text'>Instintos</title><content type='html'>&lt;em&gt;- Ele é um ególatra, um esnobe, individualista!&lt;br /&gt;- Não estou aqui para discutir posturas de terceiros com você, quem somos nós pra julgar?&lt;br /&gt;- Você não sabe o que diz, mas eu sei! Ele me traiu, eu não desisti dos nossos sonhos, ainda luto por aquela marca e ele... Ele deu as costas a tudo isso, quanto mais alimenta seus conhecimentos, estuda e a cada linha que lê de livros de grandes pensadores, um passo a menos de humildade... Um passo a menos de humanismo, é apenas um poço de sabedoria soberba.&lt;br /&gt;- Chega disso! Eu não agüento mais!&lt;/em&gt; (aos soluços pude ver a pobre garota cobrindo o rosto com as mãos, as lágrimas em seus dedos era o sufocar dos fatos).&lt;br /&gt; Estava ela falando de Arte num tom hostil, eram clássicos infantis, grandes obras! &lt;br /&gt; O que os tornam viajantes de estradas diferentes: No início eram apenas jovens e banalidades que ganham prioridades em determinados contextos de uma história de vida, no outro se tornam rivais dos pontos de vista e atitudes até então ordinárias. Tornam-se escravos de suas idéias e da força que o conflito delas pode gerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Eu falava de um livro, da magia de um livro, apenas isso... Não queria causar uma discussão e tão pouco fazê-lo recordar de angústias passadas...&lt;br /&gt;- Sinto angústia, de fato... Não posso negar todo o sofrimento que aquele... &lt;/em&gt;(hesitou...).&lt;br /&gt;Ela se adiantou, antes que ele voltasse a sua retórica ofensiva:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Tudo bem, não falaremos de vocês dois, voltaremos ao tema inicial dessa conversa até então agradável.&lt;br /&gt;- Mas isso tudo é culpa sua! Acaba com esse jeito cáustico e agressivo por causar sentimentos de fúria em mim, um homem com problemas de mais para certas imaturidades transpostas num diálogo cansativo e sem fundamento algum!&lt;br /&gt;- Na infância eu li aquele livro, me sinto como o protagonista dele, acredito ainda, que estamos todos perdidos e buscamos onde nos encaixar, na individualidade de sermos formados por milhares de coisas, mas todas elas acopladas, num contexto onde o resultado é apenas um, um único ser de tudo aquilo e é tão difícil e complexo lidar com as diferenças.&lt;br /&gt;- Me sinto perdido.&lt;br /&gt;- Somos todos únicos, eu-você-ele: Talvez isso torne tão difícil julgar atitudes...&lt;br /&gt;- Não retomemos essa discussão besta!&lt;br /&gt;- Enfim... Era sobre o protagonista do livro infantil que eu queria dizer...&lt;br /&gt;- Sobre a Arte presente desde a infância.&lt;br /&gt;- Não, sobre a idéia de estar/sentir-se perdido, sendo individual apesar de viver em sociedade.&lt;br /&gt;- Quem lhe apontou uma verdade há muito tempo exposta por tantos filósofos, psicólogos, pensadores, estudiosos ou até na análise simples de comportamentos, foi a obra infantil daquele autor?&lt;br /&gt;- Não necessariamente... Mas talvez tenha sido o reflexo de percepções em mim contidas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ele parecia saber exatamente o efeito que suas perguntas causariam e já estavam causando, ela se via confusa até mesmo com suas respostas vagas...&lt;br /&gt;Sua confusão começava na inversão de papéis: era posta à mesa suas perguntas, o encurralado nas dúvidas e respostas que exigiam mais prontidão e total atenção de quem está sendo questionado era o outro, era sempre o outro.&lt;br /&gt;O conflito esticava-se até suas reflexões, que ele insistia em aguçar de forma sutil, mas que mesmo assim a abalava, sendo que ela não compreendia as razões desse efeito e o que lhe traria a proporcionar isso, voluntario ou involuntariamente ele provocou uma guerra no interior de uma alheia.&lt;br /&gt;Ela sabia disso e havia uma revolta tão grande e um asco dessa conversa de início banal que agora se prolongava inúmeras vezes, de inúmeras formas em sua mente.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Apresentando idéias e suas reflexões através da Arte de outrem?&lt;br /&gt;- Não é bem assim... &lt;/em&gt;(calou-se, sem convencer e sabendo disso).&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Qual a importância da Arte para sua vida?&lt;/em&gt;Ela ficou parada por um tempo, assimilando as informações, se já não estivesse confusa teria a resposta em prontidão, por que hesitava dessa vez? &lt;br /&gt;Sempre deixou nítida sua essencialidade, mas dessa vez era diferente... Ela temeu e recebeu a pergunta como uma tempestade de incertezas que a dominavam provocando um estado de desconforto.&lt;br /&gt;Tentando passar serenidade e convicção, respondeu, desta vez sem muita prontidão mas manifestando segurança e com a cabeça erguida:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ela é essencial, talvez viva por ela. Isso se não vivo nela, de fato.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Triunfante! Uma atriz, uma verdadeira atriz!&lt;br /&gt;Um pouco decepcionado com sua persuasão, encerram a conversa da mesma maneira que a iniciaram.&lt;br /&gt;Nela provocando um alivio, foi um exaustivo interrogatório do qual prosseguiu de forma estratégica e numa perfeita atuação!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-5461005384659368708?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/5461005384659368708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=5461005384659368708&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/5461005384659368708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/5461005384659368708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/07/instintos.html' title='Instintos'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-6026580033052459392</id><published>2008-07-19T15:10:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T15:11:03.828-07:00</updated><title type='text'>Relatos egocêntricos</title><content type='html'>Nove de junho de 2008-07-19&lt;br /&gt; O nome dele era Chico e o da minha história era “A fadinha e o super-herói”, esse nome carregava um pesado fardo, responsável... Talvez de valor sentimental para outros e inspiração para alguns.&lt;br /&gt; Foi assim que o nome da minha história junto com toda ela virou uma correspondência ao dono do nome Chico e de todo ele.&lt;br /&gt; Qual seria o terceiro nome ao aparecer aqui? Seria aquele não sei, teria eu, o direito de saber que já indiretamente sou responsável por esse nome por todo o seu resto? Esses relatórios se perderam, talvez sem se quer existem, a forma mais utópica de sentir falta, é de tudo aquilo que não se conhece. Sinto falta daquela correspondência extraviada, interrompida, daquela que nunca vi, nunca li e que tanto quis apreciar, me emocionar, tendo a certeza de que me acrescentaria um tanto, deixando de lado a importância... Tornando desnecessário esse relato, mudando um pouco seu sentido, desconfigurando.&lt;br /&gt; Passam-se textos, pensamentos e as pessoas e tudo isso e mais todo o resto sem que possamos ao menos ter acesso ou aproveitar disso e daquilo...&lt;br /&gt; E por que do “possamos”, estou falando de mim, falo egocentricamente dos meus sentimentos e pensamentos e não há espaço nesse caso para reflexões com o resto da sociedade, necessito desse individualismo momentâneo e me iludir por alguns instantes de que a única razão e preocupação mundial são todas ligadas ao meu bem-estar.&lt;br /&gt; Ainda não semana passada um amigo me dizia que o problema da falta de ignorância é que agregamos os problemas mundiais em nosso cotidiano, trocamos o mais sofisticado pelo mais justo e baseado nisso decido que nesse relato ignorarei o resto dos problemas mundiais e sociais (aqueles que conheço e/ou tenho noção que existem)&lt;br /&gt; Tornando-me extravagante.&lt;br /&gt;  Voltando a causa do relato, discuti com minha terapeuta há umas duas semanas atrás de que não poderia sentir falta do que nunca vivi, ela concordou que tecnicamente eu tinha razão, mas que na prática eu poderia me frustras em determinados atos que nunca fiz e me pego em controvérsia, sinto falta do que idolatrei sem ter vivido ou possuído, não que seja a mesma coisa que “frustrações, falta daquilo que não viveu”, isto que digo são fatos pequenos e não creio que nos maiores isso seja possível, nas futilidades isso é mais aceitável.&lt;br /&gt; Entendo agora porque conjugando verbos na 1ª pessoa do plural é mais digerível e menos exibicionista, agora estou me sentindo invadida e acabei por não ser clara, ah!&lt;br /&gt; Cansei disso ta? Hasta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-6026580033052459392?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/6026580033052459392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=6026580033052459392&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/6026580033052459392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/6026580033052459392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/07/relatos-egocntricos.html' title='Relatos egocêntricos'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-3095920466899642549</id><published>2008-07-18T00:36:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T00:37:39.917-07:00</updated><title type='text'>Eu pude ver a liberdade</title><content type='html'>Era loira, cabelos cacheados, olhos bem azuis e vivos ( não que eles pudessem estar mortos numa garotinha com tanta energia, o que quero dizer é que havia um brilho intenso naqueles olhos e em sua cor).&lt;br /&gt; Pensando bem... Acho que seus cabelos eram lisos e negros... Pele branquinha e olhos esverdeados (ah! Aquela carinha de Branca de Neve) ou seria ruiva com muitas sardinhas? (Aquela coisa meio sueca, com um jeitinho sapeca...) Era negra! Lábios grossos e olhos de jabuticaba (sua pele reluzia, era linda!).&lt;br /&gt; Já não sei qual foi a imagem que fiz da pequena garota e seus balões coloridos, eram daqueles simples, os de máquina de gás se soltarmos por um descuido... Voam alto até onde nossas vistas não possam encontrá-los.&lt;br /&gt; Balões simples são como paixões... Tiram-nos o fôlego para encher, são viçosos quando cheios, brincamos... As vezes em alta outras em baixa e murcham aos poucos, devemos tomar cuidados para não estourarem, caso ocorra quando estiverem muito grandes, nos dão um susto.&lt;br /&gt; Ela brincava com diversos deles, todos juntos: vermelhos, azuis, brancos, verdes... Os empurrava e eles alcançavam determinada altura, depois declinavam voltando às suas pequenas mãos estendidas como quem espera que uma prece seja atendida, eles permanecem mais tempo no ar do que no toque leve de seus dedos, mas é o suficiente para gargalhar, estendendo seu sorriso.&lt;br /&gt; Passam-me como flashes histórias infantis de garotas, mas uma insiste como o reflexo da doce imagem da garotinha dos balões, ela seria aquela que ama o Sol e a Lua?&lt;br /&gt; Cada um em seu determinado tempo, mas ambos na mesma intensidade...&lt;br /&gt; A imagem da garota vem acompanhada de uma bela Lua, que a acompanhará até a hora de deitar, depois o Sol lhe acordará e os balões subirão e descerão ainda mais bonitos pela luz e calor de seu amado.&lt;br /&gt; Como a imagem dela é tão presente se mal me lembro como ela era?&lt;br /&gt; Talvez seja apenas um vulto, sua sombra... A imagem de sua alma era mais transparente, colocando à frente de qualquer característica física.&lt;br /&gt; Seu riso livre de responsabilidades banais, olhar despreocupado das morais impostas e isso tudo embargado de uma inocência que o tempo ainda não pode destruir, de sonhos ainda não corrompidos...&lt;br /&gt; Eu pude ver a liberdade, diante dos meus olhos na forma mais literária e abrangente, mais pura e genuína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                      &lt;em&gt;Ao meu caro M. Dylan&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-3095920466899642549?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/3095920466899642549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=3095920466899642549&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3095920466899642549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3095920466899642549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/07/eu-pude-ver-liberdade.html' title='Eu pude ver a liberdade'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-2380605877538342235</id><published>2008-07-11T09:56:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T09:58:45.005-07:00</updated><title type='text'>- Vamos lá, quantos filhos você tem?</title><content type='html'>Eu caminhava pela praia, numa manhã de céu acinzentado e não tinha mais noção de quantos dias passaria por ali, tenho problemas com cronologias... E isso tem se agravado ultimamente, cada vez mais... Não sei dizer ao certo quanto tempo, pois como já estou dizendo: Esse é o problema.&lt;br /&gt;Durante a caminhada, percebi que não iria chover tão logo, mas que o Sol também não apareceria naquele dia, resolvi sentar na ponta de uma pedra e contemplar uma vista que há muitos não agradariam.&lt;br /&gt;Conforme o vento batia em meu rosto, embaraçando meus cabelos e secando a umidade natural dos meus olhos, conformei na situação.&lt;br /&gt;Eu havia me perdido, por fim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&gt;"Morava numa casa velha.&lt;br /&gt; Era julho. As temperaturas baixavam cada dia mais e por um hábito inconstante, levantava pelas manhãs, colocava ainda mais roupas e casacos sem nunca retirar o pijama de algodão, tomava um café preto com pouco açúcar e caminhava até o Parque do Lago que havia na cidade.&lt;br /&gt; Sentava num banco observava os pombos, brincava com as pedrinhas, logo os operários começavam a cercar o parque, atrasados, apressados... Havia uma grande indústria ali perto.&lt;br /&gt; Mesmo assim o inverno lhe trazia a solidão, uma solidão nostálgica no verão, tornando-se completo nessa estação, ironicamente não falo, talvez seja a manifestação da alma na incoerência do ser.&lt;br /&gt; Passava horas ali, no frio... Tentando buscar não se sabe o que e foram assim os invernos durante anos.  Se lhe acrescentou ou não, isso não cabe a mim, estou aqui para contar a história, os sentimentos envolvidos só os mais transparentes minha percepção alcança, os outros ficam subjugados sem a certeza, talvez na auto-reflexão."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; Durante sete invernos, por todas as manhãs, estive no mesmo lugar, os lugares em mim eram distintos, mas no espaço físico, como num templo era um só.&lt;br /&gt; Das banalidades às minhas prioridades, era tempo e espaço de definir, analisar, compreender, aceitar e buscar nos detalhes toda complexidade.&lt;br /&gt; Não pude aproveitar ou me despedir do inverno no Parque do Lago, sabia do risco que corria todo o tempo de muda-me de cidade. Nada me prende aqui, apenas o Lago, posso construir uma nova estrutura num lugar distante, afinal... A vida é feita de despedidas.&lt;br /&gt; Citações em determinadas ocasiões não devem ser atribuídas, sentimentos nos entregam...&lt;br /&gt;Pensando no quanto, às vezes... Torna-se difícil se expressar e arrumar algo para querer dizer... por isso, isso aqui vira um conto do nada e volta e vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que meus filhos teriam a ver com isso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-2380605877538342235?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/2380605877538342235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=2380605877538342235&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/2380605877538342235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/2380605877538342235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/07/vamos-l-quantos-filhos-voc-tem.html' title='- Vamos lá, quantos filhos você tem?'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-2575937351323492135</id><published>2008-07-02T11:41:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T11:42:42.588-07:00</updated><title type='text'>Paredes da nostalgia</title><content type='html'>É... Talvez eu tenha um novo post&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos fitavam num ângulo que não sei definir direito, porque não consigo entender geometria espacial! &lt;br /&gt;Mas num ângulo onde nem toda aquela construção parecia banal, nem toda nostalgia, efêmera. Confortei-me ao conseguir encontrar um ângulo, mesmo sem saber qual era, onde pudesse descobrir um resto daquilo que acabou...&lt;br /&gt;As paredes trancaram a liberdade nostálgica, talvez o templo de toda a nostalgia, um aglomerado de todas as lembranças que vinham e iam sem seguir ordens cronológicas, sem se preocupar com as horas e com quem as vivia ou ouvia relatos... Ali igualávamos qualquer história que seja especial e relevávamos o resto, o que importa é o que realmente nos importava.&lt;br /&gt;Uma vontade reprimida de destruir as paredes, o concreto que abala minha sede do intangível, do mistério de sentir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela foi uma tarde de acasos, nada planejado e tudo acontecendo e [des]acontecendo como o acaso espera que seja, dando direito até a chopp no meio do dia, violão, fones compartilhados com Hendrix, unhadas na coxa... A nostalgia cruza seu ápice na visão ampla de uma cidade que tão pouco exploramos, com visões diferentes diante de um mesmo ângulo (talvez esse, de um pouco mais de 180º). Assuntos vão sendo despejados em pautas como se tudo aquilo fosse planejado durante muito tempo... Sendo que o “tempo” é a única razão de aquilo tudo existir...&lt;br /&gt; As causas de determinadas escolhas são diferentes, mas isso não altera as mesmas escolhas e tudo parece tão óbvio e ao mesmo tempo é tão surpreendente!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O que cabe agora é cruzar as linhas da nostalgia com minha vida que ainda acontece, no agora... Se eu pudesse mudar algumas coisas, algumas posturas e atitudes passadas... Teria o feito, mas tudo é uma grande forma de aprendizado e eu sou um poço de minhas próprias histórias e profundo para caber ainda diversas delas...&lt;br /&gt;Minha vida sempre é literária demais...&lt;br /&gt;Não segue regras de realismo, dosagens de realidade dura e cruel... Ela sempre vem embargada de... Contos, romances, filmes franceses... Sentimentalismo... Arte! É isso, eu não sei viver, eu apenas faço arte em tempo integral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-2575937351323492135?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/2575937351323492135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=2575937351323492135&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/2575937351323492135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/2575937351323492135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/07/paredes-da-nostalgia.html' title='Paredes da nostalgia'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-2798597871608951701</id><published>2008-06-30T11:29:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T11:32:42.408-07:00</updated><title type='text'>Que sempre seja intenso</title><content type='html'>&lt;em&gt;“Cabeça de juiz é igual bolsa de mulher, a gente nunca sabe o que tem lá dentro”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O resultado do jogo tão esperado para os Operarianos será decidido no Tribunal, casos excêntricos... Jogos onde a decisão não é tomada em campo, mas fora dele.&lt;br /&gt;Ó do que a maluca ta falando agora?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;29 de junho de dois mil e oito&lt;/strong&gt;, o dia começou e eu já estava tensa... Era o dia de subir! Subir ladeiras, despencar objetos de prédios, ultrapassar as barreiras, quebrar seu próprio espaço...&lt;br /&gt;Não, era o Jogo decisivo do campeonato paranaense série B: Operário X Foz do Iguaçu.&lt;br /&gt;Um empate seria suficiente para estarmos na série A e o Foz precisaria ganhar de nós para conseguir essa vaga...&lt;br /&gt;Um torcedor do Foz acaba tendo seu fim, ataque cardíaco antes mesmo do jogo começar. Ausência de uma Ambulância no momento exato e assim... Ele deixa a vida por amor ao time, fiel até seu último suspiro...&lt;br /&gt;Quem dera se toda a torcida fosse fraternal...&lt;br /&gt;15:30 o jogo começou e logo nos primeiros 4min. gol de cabeça pro Operário, a Zaga do OFEC estava impecável, porém o ataque era quase nulo e até mesmo o meio de campo parecia deserto... As faltas surgiam a cada passe um pouco mais decisivo, o que deixava a torcida e o juiz revoltado, além dos jogadores acabarem se machucando a toa, saíram cartões amarelos também...&lt;br /&gt;Segundo tempo, aos três minutos: Gol do Foz, agora precisávamos nos empenhar para permanecer dessa forma o jogo ou virá-lo.&lt;br /&gt;            Nosso goleiro sente dores, já havia reclamado no primeiro tempo e agora parece mesmo que Felipe será substituído... Dida assume o gol do Operário Ferroviário.&lt;br /&gt;            É sempre tão difícil jogar fora de casa, a torcida adversário os pressiona e intimida, nosso brilho ofusca e nos sentimos frustrados, o que resta é vibrar e mandar energias positivas a nosso time que está lá na divisa do país!&lt;br /&gt;            42 minutos, parece que ocorreu uma falta ali no Dida... O Juiz marca o Pênalti pro Foz e agora?!&lt;br /&gt;            A Torcida de Foz vibra, eles vão ao delírio... O destino está colaborando, é chance de estar entre os melhores do Estado, é agora!&lt;br /&gt;            Por outro lado, Operarianos revoltados, com medo e jogadores tentando conversar com o Juiz, rever essa decisão, até o treinador está lá...&lt;br /&gt;            Parem! Olhem lá!!&lt;br /&gt;            A Torcida do Foz está invadindo o campo e destruindo tudo, a polícia tenta conter mas são muitos... Intimidando os jogadores do Operário que abandonam o campo por falta de segurança...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uns morrem por amor, outros... destroem com a essência do mesmo sentimento.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;            Não há fadas e nem magia nessa história, nem algo tão literário... Mas há a arte, a vejo presente em cada passe e cada rumo que ela levou, trilhou e consolidando a imagem de um fim que ainda está um pouco longe de chegar e com todas as dúvidas de que será feliz ou não... de maneira imparcial, será impossível.&lt;br /&gt;            As histórias, talvez todas elas não sejam unânimes, há sempre quem sai prejudicado e sempre torcemos por um dos lados, o meu é Operário, o único lado e a única bandeira que carrego.&lt;br /&gt;            Foi tanta euforia e sentimentos aflorados em toda aquela torcida fervorosa, foram risos de nervoso ou fé de que daria tudo certo, foram choros, foram dramas e caras surpreendentes, lágrimas...&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            O que me deixa inquieta é pensar naquele torcedor...&lt;br /&gt;            Quantas vezes a gente não destrói aquilo que mais ama? Enquanto outros, calados, enfrentam de uma forma diferente.&lt;br /&gt;            Existe uma forma correta e coerente de amar e ser amado?&lt;br /&gt;            Sei lá... Só quero que sempre seja intenso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-2798597871608951701?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/2798597871608951701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=2798597871608951701&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/2798597871608951701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/2798597871608951701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/06/que-sempre-seja-intenso.html' title='Que sempre seja intenso'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-8408589349231530293</id><published>2008-06-27T16:29:00.000-07:00</published><updated>2008-06-27T16:31:27.312-07:00</updated><title type='text'>Cinco da manhã, sou um...</title><content type='html'>Temas... Diversas “realidades” num mesmo mundo real e no fim como aborda uma vez, abordamos todas as outras essa existência de mesclar a utopia ao real e vice-versa e versos em prosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           &lt;span &gt;&lt;em&gt; Eram cinco da manhã e meu relógio despertou lá na cozinha...&lt;br /&gt;            Não consegui me lembrar a quantos dias estava dormindo e muito menos que dia era agora.&lt;br /&gt;            Café – Açúcar – Leite – Torrada – Manteiga – Café, pensando nesse banquete caminhei no corredor escuro... Tateando a parede a procura de um interruptor vejo meu cinzeiro com um cigarro fumegando e ao lado meu rádio-relógio sobre o microondas...&lt;br /&gt;            Cinco da manhã, não importa o dia, enfim... Devo ir ao trabalho.&lt;br /&gt;            Sou um operário de um pouco mais de trinta, talvez bastante mais, mas isso não importa... Tento me lembrar que dia é hoje.&lt;br /&gt;            Meu trabalho não exige muito da minha mente, enquanto exerço minhas tarefas procuro viajar até a casa da minha avó.&lt;br /&gt;            Não sei que dia é hoje, porque meu cigarro fumegava no cinzeiro ou como o rádio-relógio foi parar sobre o microondas... Mas era uma tarde de sol, sentia o cheiro dos bolinhos de chuva da vovó e todos os meus primos correndo no gramado sobre a jabuticabeira enorme que havia no quintal... Não sei se era mais gostoso fazer guerras com as jabuticabas ou saboreá-las enquanto ríamos contando histórias... Nesse dia eu havia me cortado com uma das máquinas da produção e por isso fui transferido a grande árvore de jabuticabas novamente, onde tive meu braço quebrado pela primeira vez... Fui tão paparicado, comi tantas guloseimas que passaria o resto da vida quebrando os membros.&lt;br /&gt;            Voltando pra casa eu esqueci do braço quebrado e lembrei que não fumava. Eu tinha um cinzeiro que havia comprado numa viagem, ele era tão bonito... mas de quem seriam as cinzas e o cigarro?&lt;br /&gt;            Abri a porta da sala com delicadeza para não atrapalhar quem estaria no meu solitário apartamento...&lt;br /&gt;            Surgiu uma bela moça na minha frente, ela era linda, mas não senti nenhum interesse e não conseguia entender o que me impedia, de repente percebi... era minha irmã e me veio as lembranças do tempo que morávamos na mesma casa, quando fui morar sozinho ela ainda era uma menina, uma tia havia falecido e por isso ela estava em minha casa.&lt;br /&gt;            Minha irmã fumava, mas deveria ter lembrado que a fumaça do cinzeiro seriam as cinzas da irmã mais nova de nossa mãe, deveriam ter me alertado... meu relógio estava na cozinha porque minha irmã pediu para deixa-lo lá para que pudesse ver as horas durante o dia, ela parecia abatida. Eu não entendia muito bem.&lt;br /&gt;            Cinco da manhã, Fábrica.&lt;br /&gt;            Hoje lembrei das últimas peladas na rua de casa...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Real ao utópico! – Vivemos nossas realidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-8408589349231530293?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/8408589349231530293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=8408589349231530293&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8408589349231530293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8408589349231530293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/06/cinco-da-manh-sou-um.html' title='Cinco da manhã, sou um...'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-3459478977277550788</id><published>2008-06-23T15:09:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T15:10:30.244-07:00</updated><title type='text'>Vinho branco com licor e açucar refinado...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;No gosto amargo&lt;br /&gt;Na nostalgia... Romântica, empírica&lt;br /&gt;No embriagar sem causa...&lt;br /&gt;Na melancolia, tão atroz...&lt;br /&gt;Os sinais fecham, o tempo acaba e o que resta...&lt;br /&gt;Sempre há um resquício daquilo tudo&lt;br /&gt;Do bem... Do mal e do que pode ser pior...&lt;br /&gt;A nostalgia aflora-se novamente, por mais doloroso que seja...&lt;br /&gt;Ela forma-se novamente&lt;br /&gt;Vamos! Supersaturada a diluição desse açúcar...&lt;br /&gt;No fundo do meu copo só sobram os grãos...&lt;br /&gt;O resto é uma pequena quantia de líquido pra uma imensidão formada pela poeira...&lt;br /&gt;Da poeira forma-se o caos, os espaços sem preenchimentos...&lt;br /&gt;Na poeira cabe toda mágoa, todo o rancor dali&lt;br /&gt;Ali... Depositado junto ao escarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Da melancolia, aos dias de paz; da utopia ao almejo seguro; da falta de, para o contentamento; dos momentos com riso, às lágrimas descontroladas; aos grãos...]&lt;br /&gt;Dos grãos que construo um lar&lt;br /&gt;Dos grãos que despejo meu mar&lt;br /&gt;Dos grãos que formo as barreiras&lt;br /&gt;Enchendo papos de galinhas, sobressaindo dos menores, empurrando as escórias desse mundo devastado...&lt;br /&gt;Onde se formam outros grãos&lt;br /&gt;E toda sociedade em cacos que se inferiorizam, transformando-se naquilo de menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia não me faz melhor, quando tudo que tenho são os trechos do meu mundo e a prosa mal elaborada da mesma forma...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-3459478977277550788?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/3459478977277550788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=3459478977277550788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3459478977277550788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/3459478977277550788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/06/vinho-branco-com-licor-e-aucar-refinado.html' title='Vinho branco com licor e açucar refinado...'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-949739618764405414</id><published>2008-06-15T17:12:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T17:20:51.717-07:00</updated><title type='text'>Destorcendo o tempo</title><content type='html'>Roubaram seu computador e o que mais machuca são todas as lembranças...&lt;br /&gt;A nostalgia é relatada e absurdamente perspicaz, num nuance torna-se essencial e tudo que se perdeu e nossas memórias fracas...&lt;br /&gt;            Das memórias fracas lembro-me de flashes de uma semana turbulenta da qual os detalhes não cabem mais a minha fraca lembrança, sentindo uma falta de todas as sensações que posso nem ter chegado a curtir por faltar tempo de degluti-las.&lt;br /&gt;            Isso é abstinência teimosa de um pedaço esdrúxulo de papel e uma caneta da boca do lixo e o tempo mal utilizado.&lt;br /&gt;            Do tempo reconstruo propostas literários de sentidos inversos, sendo cúmplice, réu, mocinho, ladrão, inconveniente e suas extremidades, sinônimos, adjetivos, fantasias e analogias mal elaboradas...&lt;br /&gt;            Relações entre determinadas coisas, sendo quase todas sem restrições entre laçadas de forma direta ou indiretamente, todas fazem parte da mesma coisa, isso lembra-me “Regurgitofagia”.&lt;br /&gt;            Há muito tempo não o citava, Michel Melamed e suas analogias, despidas, curiosas, inspiradores, provocativas. A citação nada mais é que isso.&lt;br /&gt;           &lt;em&gt; Arte, o acaso&lt;/em&gt; – seria dela feita o acaso, ou seria por si “o acaso”. Perguntaram-me ainda, se não estaria faltando um “a”. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; onde?  Numa reconstrução.&lt;br /&gt;            Vamos desfragmentá-la:&lt;br /&gt;            Antes de obter uma resposta da localização de um “a” que até então parecia-me inútil, passei despercebida..&lt;br /&gt;“A arte, o acaso” – Pronome definido feminino ligado a palavra “arte”.&lt;br /&gt;“Arte a, o acaso” – Ã?&lt;br /&gt;“Arte ao acaso” – Lembrando que aquela vírgula (nas anteriores) não existe no link, é interpretada pelo dono da idéia [eu mesma]. Acho que foi isso que quiseram me dizer, “ao acaso” seria produzido [a arte] ao acaso.&lt;br /&gt;A arte, na concepção desse blog não cria uma relação entre o “acaso” e a “arte” e sim expõem a “arte” como sinônimo de “acaso”.&lt;br /&gt;A arte é o acaso, em outras palavras (elas sendo acrescentadas...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contaria uma história...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-949739618764405414?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/949739618764405414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=949739618764405414&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/949739618764405414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/949739618764405414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/06/destorcendo-o-tempo.html' title='Destorcendo o tempo'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-8455892695537296420</id><published>2008-06-11T17:25:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T17:27:35.580-07:00</updated><title type='text'>Da Utopia ao Real...</title><content type='html'>Disseram por aí que amanhã é dia dos namorados...&lt;br /&gt;Deve ser legal esse dia né? Teoricamente cessam as brigas, ganham-se presentes bonitos, que tanto queríamos, românticos, criativos, surpreendentes... Muito carinho, muitos sorrisos, podia até chamar o “Dia do conto de fadas”, ser um feriado também não iria nada mal...&lt;br /&gt;            &lt;strong&gt;Esse momento que eternize:&lt;/strong&gt; Faltava um pouco de tudo para um post e agora sobra um pouco desse tudo.&lt;br /&gt;            Uma ligação pode mudar muitas coisas, mata-se a saudade, noticias chegam, sentimentos afloram... nostalgia.&lt;br /&gt;            &lt;em&gt;Do utópico ao Real,&lt;/em&gt; entre os extremos existem todo o resto...&lt;br /&gt;            Apesar de ter do Muito, faltam-me maneiras de expor isso tudo, é complexo e extenso:&lt;br /&gt;            Pegar fragmentos dessa história, juntar tudo e misturar, recondicionar, criar um conto de fadas, magia, Luz, ação!- Já foi tudo gravado até aqui, daqui pra frente é conseqüência de um passado, como sempre foi e sempre continuará sendo até o fim.&lt;br /&gt;            Não to inspirada, só estou a sentir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-8455892695537296420?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/8455892695537296420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=8455892695537296420&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8455892695537296420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8455892695537296420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/06/da-utopia-ao-real.html' title='Da Utopia ao Real...'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-5701231916448801948</id><published>2008-06-05T16:04:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T16:10:49.642-07:00</updated><title type='text'>Nossas tempestades...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Meu caro amigo, há dias tenho pensado em lhe escrever uma carta, como vão seus filhos e a esposa? Mande lembranças &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;e abraços saudosos.&lt;br /&gt;            Os dias por aqui andam complexos, nem tão óbvios, mas longe de uma coerência. As manhãs são frias e rotineiras, assim como o clima, o convívio social não parece diferente, o problema nem é tanto a frieza e sim o vento cortante, a estupidez e o mau humor das pessoas invadem meu ego e poderosamente me gelam também, mas nada que um solzinho ao meio dia não amenize, ainda no conveniente, pela tarde surgem as surpresas, as vezes tempestades, as vez um calor maravilhoso e as noites prolongam da mesma forma.&lt;br /&gt;            São dessas tardes de surpresas que gostaria de alongar minha humildade correspondência.&lt;br /&gt;            O reflexo de um belo dia deveria seguir da mesma forma, as vezes a tempestade vem encharcada de alegrias e o dia que prossegue é de sol, mas se fecha em si, se torna úmido e escuro.&lt;br /&gt;            Haveria de alguma forma critérios ou explicações para os extremos se cruzarem em pequenas frações de tempo? Qual a razão de tanta incerteza?&lt;br /&gt;            A monotonia condena e a extravagância confunde, o que faço com todos os problemas de “aquecimento global”?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;s dias passavam, as temperaturas caíam e o tempo fechava.&lt;br /&gt;            O menino crescia, seu humor piorava e ele se fechava para o mundo e a sociedade, em pouco tempo haviam grandes tempestades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Manta Xadrez, boa música, uma caneca bem grande com chá fumegando e as baixas temperaturas completam o clima melancólico e conflitante.&lt;br /&gt;            Quantos dias ainda faltam para o fim do mês? E da semana? Puts amanhã já é quinta e as palavras tomam o espaço do que deveria ser reservado ao útil e não as queixas do tempo, isso mais parece conversa de desconhecidos... Se bem que... Eu não conheço você e tampouco você me conhece!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;            &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;- Será que chove amanhã?&lt;br /&gt;            - É... O tempo tá fechando.&lt;br /&gt;            - Não só o tempo, as pessoas também&lt;br /&gt;            - Como?&lt;br /&gt;            - É, elas se trancam nas suas fantasias, criam realidades utópicas e reconstroem a sociedade, as dificuldades, os problemas mundiais do jeito mais egocêntrico...&lt;br /&gt;            - Nós falávamos da chuva!&lt;br /&gt;            - não me olhe assim, falávamos, de fato, da chuva... As pessoas quando se trancam em seus mundos, evitando o contato com todo resto, criam também suas tempestades...&lt;br /&gt;            - O que interfere uma coisa n’outra?&lt;br /&gt;            - Se está chegando o fim de semana, a temperatura caindo e os planos e a grana se esgotaram, aí parece que vai chover... Logo você pensa em?&lt;br /&gt;            - Um filmezinho, cobertor, pipoca...&lt;br /&gt;            - Certo! Há algum problema nisso?&lt;br /&gt;            - Não... Muito pelo contrário, não poderia ser melhor.&lt;br /&gt;            - Agora... Você está no meio da semana, vai trabalhar de ônibus e o ponto mais próximo do seu emprego é há uma quadra de distância, a temperatura cai e vai chover, logo você pensa em?&lt;br /&gt;            - Como eu tenho azar, que vou ficar todo molhado e as pessoas vão estar estressadas, inclusive eu!&lt;br /&gt;            - Então... Como a chuva não interfere nas tempestades pessoais?&lt;br /&gt;            - É, mas isso é loucura!&lt;br /&gt;            - É a minha loucura e você não tem nada a ver com isso!&lt;br /&gt;            - Ta... Meu ônibus chegou, até mais mocinha!&lt;br /&gt;            - Até senhor, tenha um bom dia!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-5701231916448801948?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/5701231916448801948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=5701231916448801948&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/5701231916448801948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/5701231916448801948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/06/nossas-tempestades.html' title='Nossas tempestades...'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-8210692733966935759</id><published>2008-05-28T14:20:00.000-07:00</published><updated>2008-05-28T14:22:31.229-07:00</updated><title type='text'>A fadinha e o Super-Herói</title><content type='html'>Reinicia... Reinicia merda!&lt;br /&gt;Que vontade de jogar WAR.&lt;br /&gt;A auto-tortura da resenha acabou, um pouco mais de quinhentas palavras mal elaboradas, feito às pressas de última hora (literalmente), eu odiei, mas o que importa é que a professora gostou e a minha note virá assim mesmo =)&lt;br /&gt;Eu comecei falando da importância do filme “Juventude” na carreira do Bergman, depois o comparei com outros filmes dele, falei sobre o filme, voltei a compara-lo com outros filmes de Bergman elogiando seu trabalho e por fim falando da “morte”.&lt;br /&gt;Mas ficou verdadeiramente ruim! Eu ia até postar no blog, mas aí me arrependi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-lhes contar mais uma dessas historinhas, mas dessa vez ela terá uma fada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Era uma vez uma fada pequenina de uma Terra muito distante que fora deixada numa sociedade formada por três classes sociais, separados por grau de conhecimento.&lt;br /&gt;A Fadinha chegou e conheceu primeiro os da segunda e terceira classe... Ela sentia uma necessidade enorme de ir além, de buscar encontrar outras pessoas, de se encontrar em outras pessoas e aí... Passou a conhecer pessoas da primeira classe por quem se encantou e passou a admirar querendo ser igual a eles... Buscando dar o melhor de si, mas eles eram poderosos demais, sua magia ia muito além do que a pobre fadinha alcançaria.&lt;br /&gt;Apesar de parecer se dar bem com todas as classes e sempre tirar o melhor delas, o que mais chegava perto de uma boa convivência era com a segunda classe, mas mesmo assim a fadinha sentiu-se triste e solitária... Sentiu um grande vazio, mas não se contentou e sua sede de relações aumentava, queria voar por todos os cantos a conhecer fadas, duendes, mágicos, super-heróis...&lt;br /&gt;Sua luta foi longa, buscou por todos os lados, em cada olhar e diálogo procurava atentamente se identificar e compreender, se esforçou muito e seu resultado não foi dos piores, muito pelo contrário, mostrava-se uma boa companheira.&lt;br /&gt;Apesar disso... Ainda se sentia só e percebeu que aquilo era crônico, que sua carência nunca seria integralmente suprida e que deveria aprender a lidar com esse buraco, tapando-o parcialmente com essa convivência, com as relações...&lt;br /&gt;As vezes é difícil pra ela, as vezes é quase incontrolável e ela mesma não se compreende e numa dessas crises onde o buraco parecia fundo e bem escuro a pequena fadinha conheceu um Super-Herói!&lt;br /&gt;Ele era valente, já havia salvado seu planeta da invasão de outros várias vezes e apesar de muitos poderes ele também não tinha o controle sobre todas as situações, também errava, também tinha seus medos e a fadinha encontrou nele um amigo, um confidente. Ele não podia resolver os problemas da pequena fada, mas podia ouvi-la e sem perceber ajuda-la a amenizar seus conflitos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hey... Conte-me uma história?&lt;br /&gt;Uma história?&lt;br /&gt;É... Daquelas mágicas, com fadas e tudo! (com os olhos brilhando, sonhadores...).&lt;br /&gt; Talvez não a conte, mas a desenha pra você =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte e oito de maio de 2008 – 17:08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-8210692733966935759?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/8210692733966935759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=8210692733966935759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8210692733966935759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8210692733966935759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/05/fadinha-e-o-super-heri.html' title='A fadinha e o Super-Herói'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-842240440161558641</id><published>2008-05-26T13:15:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T13:27:09.527-07:00</updated><title type='text'>Ócio, histórias, magia...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O maior desconforto do ócio talvez sejam as milhares de voltas em um mesmo colchão que somos obrigados a dar... Depois de longas cochiladas e do constante “nada para fazer”, vira-se de um lado, do outro, de barriga para baixo, de barriga para cima... Bah!&lt;br /&gt;Que inferno constante, sem fogo, sem chamas, sem o ódio... É apenas o “nada” tão conflitante, tão óbvio e sagaz... Razões das quais nos causam profundas dúvidas e auto-interrogatórios sobre o sentido de tudo isso, sobre nossas causas, nossos atos, a dúvida de nossas dúvidas e de um instante... transformo todo o ócio em prioridade, talvez seja a causa mais nobre e importante da minha vida: Buscar seus por quês.&lt;br /&gt;Tateio o abajur buscando a luz, localizo um livro... E ali [re]apago todas as perguntas e concentro-me numa narrativa transformada em obra.&lt;br /&gt;            Mas não paro de buscar... Por mais que tenha deixado vegetando algumas coisas, me deparo com outras e é constante... (divagando em coisas clichês como se fosse a primeira vez).&lt;br /&gt;            Depois do término do livro, levanto-me... Caminhando lentamente até a outra extremidade, não há pressa, não há porque ter pressa, o dia ainda está começando e ainda tenho todo seu rosto...&lt;br /&gt;            “Vidas alheias” são o grande mistério que não é da nossa vida, mas que nos impressiona como se fosse... Convocações, reuniões, discussões, tudo girando em torno de atos que não mudarão nossas vidas e tão pouco acrescentarão a nós algo de produtivo, é o ócio mais uma vez... É ele o responsável por todas as indiscretas conversas, inconvenientes imaginações...&lt;br /&gt;            Mas de estado moral e julgativo, me pego policiando a mim e a quem está comigo.&lt;br /&gt;            Falando em moral... Lembrei de duas passagens que me ocorreram ainda nessa semana que passou, em um dos dias desse feriado prolongado... Aliás, de três:&lt;br /&gt;            Em nossas relações sociais, o que fazemos além de contar histórias?&lt;br /&gt;            O que de fato, fazemos além de contar histórias?&lt;br /&gt;            Nossas vidas são histórias, isso eu já disse e torno a repetir, talvez nem tão engraçadas e instigantes quanto em obras literárias ou na arte, mas mesmo assim rendem boas risadas, ou soluços chorosos...&lt;br /&gt;            Assim como nossas relações sociais acabam por ser emaranhados de histórias que contamos e vivemos a arte torna-se automaticamente ou paralela a isso fonte de observação, de percepção, a arte é o reflexo de nossas vidas, é o doce transparecer da existência, um pouco mais refinado, ou dramático, um pouco mais aceitável... Mas de todas as cores e formas, ou sem elas... é simplesmente onde cabe o “nada”, isso tudo é nada quando se acaba a vida... Não que a morte não seja também manifestada através da arte e das pessoas, mas por trás de toda a morte há pelo menos uma vida e essa é a protagonista, mesmo que indiretamente...&lt;br /&gt;            Mas voltando ao que me ocorreu, pedi a três pessoas diferentes que me contassem uma história, impus as três apenas um fator quase que essencial nelas(digo quase, porque perdeu seu sentido depois de ouvi-las): Que houvesse magia, talvez fadas muitas delas... mas que fosse tudo mágico.&lt;br /&gt;          &lt;strong&gt;  A primeira pessoa:&lt;/strong&gt; Contou-me uma história onde um casal teria que escolher entre deixar viver um desconhecido ou ganhar uma fortuna...&lt;br /&gt;            &lt;strong&gt;A segunda pessoa:&lt;/strong&gt; Falou sobre um cara que decepcionado com as guerras, com o amor em abundância (liberdade) e todas as repreensões que o sistema, a sociedade impunha, sai pelo mundo com seu carro ao som de Hendrix...&lt;br /&gt;            Das duas histórias que me contaram (apenas sintetizei aqui) não encontrei a magia ou as fadas de imediato (talvez ainda as esteja procurando).&lt;br /&gt;            Fico me perguntando se essas pessoas realmente acham nisso a magia, se pra elas a magia está em histórias como essas? E o que seria pra mim a magia? Seria mesmo nas fadas?...&lt;br /&gt;            A história da segunda pessoa, por mais que ela mesma tenha me revelado que não apreciava histórias de fadas e magia, encontro mais viva a imagem da “magia”, talvez seja porque em mim encontro uma longa e inexplicável “frustração” e na história, ele se livra disso tudo, talvez ele esteja fugindo, mas não importa... O que importa é que não há mais aquele apego aos resquícios.&lt;br /&gt;            Na história da primeira pessoa, apenas me pareceu mais uma dessas lições de moral que ouvimos durante os dias rotineiros que tem como finalidade nos fazer pessoas melhores, mais justas, com valores... No fim dela: A esposa sem a permissão do marido resolve apertar o botão que mataria alguém desconhecido e lhe traria o dinheiro, levam o “botão” dela e entregam a alguém desconhecido dela. (há!)&lt;br /&gt;E a terceira pessoa?&lt;br /&gt;            Bom... A terceira pessoa não contou a história, não sei se teve medo da “magia” ou se contaria algo que aos olhos de uma pessoa qualquer não seria mágico, mas que aos dela seriam e isso acabaria por revelar um segredo a mim, pessoa descabida dos mistérios de sua existência!&lt;br /&gt;            Talvez das três histórias, essa tenha sido a mais misteriosa, pelo fato de ser ausentada... De não ter sido revelada e nem ao menos sei o motivo!&lt;br /&gt;            Uma: moralista; outra: sonhadora; a terceira... Eu posso criar, ou não posso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Era uma vez um garotinho latino americano que vivia batendo com um pauzinho nas coisas e assobiando, adorava descobrir novos sons!&lt;br /&gt;Um dia na escola, a professora de música levou uns desenhos e contou para turma a lenda dos índios tukanos sobre o UAKTI:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;            &lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Uakti era um ser mitológico &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;que vivia&lt;br /&gt;às margens do Rio Negro. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt; Seu corpo era repleto de&lt;br /&gt;furos que ao serem atravessados pelo vento emitiam sons que encantavam as&lt;br /&gt;mulheres da tribo. Os homens perseguiram Uakti e o mataram. No local onde seus&lt;br /&gt;restos foram enterrados nasceram palmeiras &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;que os&lt;br /&gt;índios usaram para fazer flautas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; de som&lt;br /&gt;encantador como os produzidos pelo corpo de Uakti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;            Depois de contar a história ela apresentou uma flauta doce e todos os alunos insistiram para que ela tocasse o instrumento tão curioso e inédito aos olhos dos pequenos meninos.&lt;br /&gt;            Ela tocou e o garotinho latino ficou admirado diante de tal som, era lindo e encantador!&lt;br /&gt;            Desse dia em diante encontrou sua missão.&lt;br /&gt;            A missão da sua vida estava na música, mais precisamente nos instrumentos de sopro e foi nisso que buscou aprimoramento.&lt;br /&gt;            Hoje ele é um latino americano que toca gaita e flauta maravilhosamente bem, mostrando através do sua missão, trabalho, prazer (como queiram chamar) o que há de mais lindo no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Talvez minha história não tenha fadas também... mas acho mágico o poder de uma paixão de mover o sentido de nossas vidas (se é que sobra alguma  lógica tirando todo o sentimentalismo dessa frase).&lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;I Ching - Uakti&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-842240440161558641?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/842240440161558641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=842240440161558641&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/842240440161558641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/842240440161558641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/05/cio-histrias-magia.html' title='Ócio, histórias, magia...'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2398461944614049101.post-8543740036487070039</id><published>2008-05-24T10:12:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T10:16:29.189-07:00</updated><title type='text'>Era uma vez um Diário Literário...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Oscilações longas ou breves de humor sejam biológicos ou meros sentimentos que afloram e... de um jeitinho ou de outro vão se encaixando e tomando alguns espaços, aconchegam, se esparramam... Isso tudo tem a ver que na forma literária encontrei (egocentricamente) meu medo de discernir onde e como devo [des]apegar-me a essas enfermidades que me compõem.&lt;br /&gt;Quantas foram as vezes e vontades de criar um diário já não tomaram conta de mim...&lt;br /&gt;A idéia de um “diário” é tão individualista... é como expor a você mesma idéias do seu dia-a-dia, reavaliar os fatos, organiza-los em palavras e num texto com sentido (começo-meio-fim).&lt;br /&gt;De um outro lado: É seu próprio crescimento, amadurecer idéias e pensamentos...&lt;br /&gt;Bah... A vida real é muito monótona, rotineira, passiva...&lt;br /&gt;O Diário pode ser meu, sendo &lt;strong&gt;meu&lt;/strong&gt;... Escrevo como quero!&lt;br /&gt;Posso transformá-lo em literário, posso inserir príncipes, castelos... Ou talvez mais esquizofrênico... Nada de tão surreal, mas nem tão “comportado”.&lt;br /&gt;E assim abro um leque de fantasias nem tão cômicas, magias nem tão trágicas, abro o tempo e o fecho, faço os dias e em linhas tortas ou retas vou decifrando onde e como quero chegar a qualquer(nenhum) lugar!&lt;br /&gt;Que da &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; surgirão e pra &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;E &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;servirão....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2398461944614049101-8543740036487070039?l=arteoacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arteoacaso.blogspot.com/feeds/8543740036487070039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2398461944614049101&amp;postID=8543740036487070039&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8543740036487070039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2398461944614049101/posts/default/8543740036487070039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arteoacaso.blogspot.com/2008/05/era-uma-vez-um-dirio-literrio.html' title='Era uma vez um Diário Literário...'/><author><name>LoLo Melamed</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11686229058305813807</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-K8iMdlk5Mkc/TbJWbs9bRlI/AAAAAAAAAYo/spyhBLZ0Rx8/s220/DSC02833.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
